06.19.13 15:10:01

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Entrevista com Virgínia Coutinho, organizadora do Upload Lisboa

Realizou-se nos dias 11 e 15 de Dezembro o UploadLisboa, Nesta segunda edição deste evento dedicado à Web 2.0 – e aos números cima – existiu também uma edição Pro. Hoje faço umas perguntas à Virgínia Coutinho.

Rui: Virgínia, obrigada por aceitares esta entrevista. Em primeiro lugar e é sem dúvida uma coisa que me cativou bastante ao ler: no primeiro Upload Lisboa os membros organizadores não se conheciam pessoalmente. Nunca te passou pela cabeça que algo fosse correr mal? Algo do género, “afinal este não é de confiança, vou-me embora antes que sobre para mim”? :)

Virgínia: Antes de mais, agradeço o convite e, acima de tudo, a tua presença nesta segunda edição do Upload Lisboa. Quanto à tua pergunta…Consegues saber, cada vez mais, quem e como são as pessoas, através do que fazem na Internet. Estamos a falar de pessoas com quem interagia frequentemente, que via como o faziam com outras pessoas e que espelhavam as suas opiniões sobre diversos assuntos, nos mais diversos meios… não eram propriamente desconhecidos. Na verdade foram pessoas que corresponderam às expectativas. Acrescento que online é hoje uma excelente ferramenta para recrutamento, pois consegue saber-se quem realmente são as pessoas, e não o que afirmam ser.

Rui: Qual foi a edição que deu mais trabalho, e porquê?

Virgínia: A primeira edição foi difícil por tudo o que está inerente ao começo de algo, partir do nada e construir, neste caso, um evento/uma marca. Éramos apenas 4 pessoas com interesse pela área que quiseram criar um espaço de debate sobre o tema, e acredita que é difícil dar credibilidade a um evento desta forma. O facto do 1º Upload Lisboa ter corrido bastante bem afastou o cepticismo e, ao nível de notoriedade e de construção de marca, facilitou o nosso trabalho. No entanto, esta segunda edição teve dois eventos, sendo que o Upload Lisboa Pro foi um evento de grande envergadura, que se revelou muito trabalhoso… Tivemos trabalho redobrado e o contacto e negociações com oradores internacionais é sempre mais moroso e difícil do que com oradores nacionais.

Rui: Vai haver uma terceira edição do UploadLisboa? Existem já preparativos?

Virgínia: Haverá uma terceira edição, sem dúvida, e as expectativas e ambições são sempre maiores. Estávamos a organizar a segunda edição e já a pensar numa terceira. No momento, ainda estamos na fase de regularizar tudo, na fase de pós-evento. Só tendo tudo devidamente organizado da segunda edição é que nos focaremos exclusivamente na terceira.

Rui: Quiseste ter alguém nas duas primeiras edições que desejarias ver numa terceira, ou todas as pessoas que achaste que podiam contribuir estiveram lá?

Virgínia: Em relação a oradores? Estamos ainda numa fase “embrionária” em Portugal, de tal forma que é difícil identificar as pessoas que têm algo para o contar e da forma mais própria possível. No entanto, todos os anos se vão “revelando” novas pessoas e podemos assim ter um leque diversificado de oradores. Não houve ninguém, que me recorde, que gostasse imenso de ter no Upload Lisboa, e que não conseguisse…houve sim pessoas que foram convidadas, que por uma razão ou por outra não tiveram oportunidade de ir, mas que são pessoas que abordaremos para o 3º Upload Lisboa. A nível internacional havia também nomes que gostaríamos de ter trazido, mas o nosso maior desafio era trazer o Brian Solis e, ao fim de meses de negociações, foi possível.

Rui: O que é que podia ter corrido melhor neste último ano?

Virgínia: Tudo o que fazemos pode sempre ser melhor, e os eventos não são excepções. Todas as edições procuramos identificar alguns pontos menos positivos, quer pelo feedback que vemos na Web/nos é dado directamente, quer pelas sugestões/respostas do questionário de satisfação, para os tentarmos resolver e criar edições cada vez melhores.

Rui: Se tivesses, no uso da tua opinião pessoal, que escolher o melhor orador deste ano, qual escolherias e porquê?

Virgínia: Todos os oradores deram um importante contributo para o sucesso do Upload Lisboa. Houve muitos oradores que me surpreenderam positivamente, não só pelas palestras que deram, como pelas pessoas simpatiquíssimas que mostraram ser. Não consigo escolher um…

Rui: Esta pergunta pareceu-me pertinente, uma vez que meio mundo geek anda contra este jornalista… mas, o que é que se passa entre o Upload Lisboa e o Paulo Querido?

Virgínia: O Upload Lisboa não tem absolutamente nada contra o Paulo Querido, muito pelo contrário! O Paulo foi um dos oradores na primeira edição do evento e tem ajudado o Upload Lisboa no que está ao seu alcance. É pertinente realçar que não conseguimos “controlar” o que é dito no evento, mas o Paulo Querido e o Upload Lisboa têm muito boas relações, as que esperamos que se mantenham e que se traduzam na presença do Paulo em próximas edições.

Rui: Continuando também na temática do mediatismo, foi criado um grupo do Facebook chamado Menina do Microfone. A verdadeira Menina do Microfone comentou contigo o que achava da ideia? Ou a organização tem algum comentário a fazer?

Virgínia: (risos) Acho que a menina do Microfone ficou simplesmente envergonhada… não estava a contar ser uma celebridade Web!

Rui: Por último, no Upload Lisboa não vi muita gente de gravata. Achas que os gestores tradicionais e engravatados que costumávamos ver ainda estão cépticos a este tipo de eventos?

Virgínia: O tema já tem a sua parte de informal e o Upload Lisboa, embora queira ser um evento “levado a sério”, o que penso que tem acontecido, é também um evento um pouco informal. Afinal quantos Web strategists, community managers, ou mesmo Web developers já viste de gravata?

Obrigado pela entrevista. Ficamos à espera do Upload Lisboa 3ª edição!

Rui

Toshiba cria primeiro stop motion em 3D do mundo

Posted by Rui Cruz On Dezembro 25, 2010 14 COMMENTS

A Toshiba – leading innovation criou o primeiro stop motion em 3D do mundo. Com o lema “grande parte das ideias começa numa folha em branco” a Toshiba desenvolveu dois produtos em que a base comercial é um spot stop motion em 3D, que já circula no YouTube.

Podemos ver no site LABhub da Toshiba alguns dos produtos, sendo que o destaque, uma vez que este blog fala de Internet é o Satelite R630,

Depois de verem o vídeo podem ver certamente o Press Release com as habituais “cores” do momento de markting que isto lhes proporcionou.

Com ferramentas conhecidas por alguns como Inten Turbo Boast que regula o uso do computador em função da actividade, ou o Hyper-Threading para cada core do compuador trabalhe em duas vertentes ao mesmo tempo. Este PC portátil também tem um sistema de arrefecimento reforçado o que possibilita uma boa performance com um baixo aquecimento. E por último, a autonomia: 8 horas non-stop!

Para os que ainda precisam de mais geek talk, podem ver o vídeo técnico da Toshiba aqui.

Rui

8 Plugins para WordPress que provavelmente não conheces

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Caros leitores. Como alguns sabem tenho não só este blog, como vários blogs. Tenho sempre tendência a sistematizar o seu uso, por isso hoje vou-vos mostrar uma lista dos meus plugins mais favoritos e menos conhecidos. Não vou falar de All in One SEO Pack nem nada disso. Vou falar de plugins menos conhecidos que podem fazer a diferença.

Badge Feed Link Widget – Site Oficial | Download

Este plugin permite criar um ícone de RSS feed para o teu blog. Mas é mais do que isso. Quando os visitantes vão ver várias no teu blog eles habitualmente vêm apenas uma imagem que já conhecem e cuja atenção passa ao lado. Estudos provam que a alteração de uma webpage quer seja por interacção ou por manitulação de eventos ou ordem de objectos dentro do site, cativa a atenção do visitante.
Este plugin escolhe dentro de uma variedade impensável de imagens para subscrever RSS, o que faz com que a página se torne dinâmica.  Coloca este widget na sidebar e obtens um ícone diferente por cada load de uma página.

cbnet Favicon – Site oficial | Download

Provavelmente alguns de vocês, tal como eu, são um assim tão bons em imagens. Aqui está a solução. Escolher um dos 1000 favicon’s que este plugin oferece e inseri-lo sem a alteração de qualquer código no blog. Já falei deste plugin no site, podem consultar a review do plugin aqui.

FBMeme Button – Site oficial | Download

Este e os dois seguintes plugins são os que uso neste blog. Este plugin coloca em várias posições do post um botão do estilo do TweetMeme para partilha de do conteúdo do Post pelo Facebook (opção share). Normalmente coloco-o do lado esquerdo em cima, para ficar logo por baixo do título.

Simple Facebook Like – Site oficial | Download

Este é o segundo plugin que uso. O Facebook Like permite não partilhar o post mas deixar apenas um like, que vai aparecer na wall da pessoa que faz like, na rede social FaceBook. Este link é bem visível se a pessoa ficar poucos likes e não tiver recentemente adicionado amigos, ou usado aplicações nem feito outros like’s, e pode gerar um bom tráfego caso bons perfis façam like do vosso post.

TweetMeme Retweet Button – Site oficial | Download

Este é o terceiro plugin que uso nos posts. Uso do lado direito e serve para fazer retweet ou tweet dos meus posts em blogs.

FollowMe – Site oficial | Download

Este plugin junto à barra de deslocamento vertical do browser um badge do Twitter para nos seguirem. Tive grandes seguidores quando o meu site foi divulgado na sequência do caso Wikileaks, o que prova que este plugin chama definitivamente  a atenção.

Ozh’ Admin Drop Down Menu – Site oficial | Download

Este é um plugin para o Painel de Administração que permite termos os menus por cima (como no antigo WP) e um esquema de cores feitos à nossa medida para o Painel de Administração. Uso em todos os blogs, sem exepção.

FeedBurner Footer SlideUp – Site oficial |Download

Este é o plugin que me dá mais e-mails. E é  melhor do que os popups ou os ecrãs que são ocupados inteiramente por clique ou preenchimento obrigatório. A web não deve ser forçada. Este plugin recolhe o e-mail e efectua a alocação a um formulário de subscrição do feedburner. Podem ver em funcionamento no Tugaleaks.

E pronto…

Pois então, aqui estão os meus segredos do WordPress. Quantos plugins vocês conheciam? Quantos vocês usam?

Rui

Como gerir um Call Center ou Contact Center

Posted by Rui Cruz On Dezembro 16, 2010 7 COMMENTS

Como gerir um Call Center ou Contact Center

Ando nisto há cinco anos. Há quem pense que isto é a profissão mais horrível do mundo, e que nunca mais vai trabalhar em telemarketing. Não é uma opção para muitos, devido talvez à precariedade, mas quem como eu se que dar ao luxo de sair de uma empresa em poucos dias sem dar cavaco a ninguém para algo melhor, pode-se dar também ao luxo de incorrer na precariedade laboral, embora que dura e contra os objectivos a longo prazo de qualquer cidadão.  Eu, gosto disto.

Faz hoje cinco anos que entrei para o meu primeiro Call Center no qual vendi cartões de crédito do Citibank. Eis, dos meus cinco anos de – por vezes má – experiência, dos meus 5 contact centers e as minhas horas a fios, as lições que tiro sobre tudo isto:

  • Ser chefe não é mandar nem ensinar mas é sobretudo apoiar: Em diversas ocasiões verifiquei que o chefe é aquela pessoa má, arrogante e sem princípios. Noutras, o chefe é o teu melhor amigo no emprego, não apenas quando precisas de algo, mas a quem te dá gosto dizer bom dia e se vier em conversa perguntar se está tudo bem. É algo normal que acontece com o teu amigo e ao longo dos meses de trabalho vais-te acostumando a que isso aconteça sem dares por isso.
  • Os Call e Contact Centers da comunicação antiga estão condenados à falta de obtenção de resultados com qualidade: Nos novos media, as apostas em novas tecnologias, técnicas de motivação e obtenção de resultados não podem ser as mesmas dos colchões e aspiradores de 1997. Há que inovar. O Call Center em massa veio estragar o ambiente menos formal que pode haver e o companheirismo. Como foi dito no Upload Lisboa, evento de marketing e comunicação ao qual tive o orgulho de participar, “Passamos do pombo correio para o passarinho do twitter“. Não podemos sancionar coisas como o horário demasiado rigoroso, a ocasional consulta do telemóvel, o ocasional acesso à Internet nos pontos mortos. Isto cria precisamente o oposto do que é pretendido, o gosto na execução do nosso trabalho. E se as pessoas não se sabem educar a si próprias, usamos o amigo do ponto anterior para a sua educação.
  • O segredo já não é a alma do negócio, mas sim a partilha se tornou a alma do crescimento: Sempre que soube ou que sei algo, compartilho. Lembro-me por exemplo deste post sobre a portabilidade de números em que realmente algumas das informações lá prestadas não eram tão divulgadas assim por aí fora, e que na altura o feedback que recebi das pessoas a quem mostrei o artigo foi francamente positivo. Toda a informação que sei e que faço por saber é, em medida dos acontecimentos, partilhada com quem está ao meu redor. E não só ao nível do emprego, ou não teria 1000 artigos neste blog ao longo de tantos anos.
  • Evoluir para crescer ou não inovar para morrer: Há pouco mais de meio mês a HostGator com mais de 100 posições de atendimento telefónico e de Live Chat na Internet anunciou no seu blog que a Internet podia ser usada em acções pessoais. Citando Brent Oxley, “You are all allowed to personal browse, respond quickly to a text message, and, in general, have more fun. (…) We are going to try giving you all more freedom and see what type of results we get. We are hoping some of the changes made will result in happier more productive employees“. Um empregado contente é um empregado produtivo
  • Acabem com as ETTs’: Esta é uma dica e um problema demasiadamente Português. Os empregados e chefes que passarem nos quatro pontos acima devem ser recompensados. Afiliem-nos à empresa mãe. Pois os talentosos e visionários não devem estar vinculados pela precariedade, e devem ser reconhecidos no meio da (demasiada) multidão.

Este artigo mostra o meu ponto de vista. E sei que vêm aí algumas perguntas. Estarei contente com o que faço? Quero mudar? Posso mudar? Tenho ofertas, também derivadas à recente mediatização do meu nome em rádios, televisões e jornais? Respondo a isso a 16 de Janeiro, neste mesmo espaço que me acolhe há quase meia década.

Rui

Ferramentas para a criação de uma rede social

Posted by Rui Cruz On Dezembro 15, 2010 6 COMMENTS

Ferramentas para a criação de uma rede social

Uma rede social, conforme tive opurtunidade de confirmar no Upload Lisboa ao qual assisti no sábado passado, não é apenas o FaceBook nem o Orkut nem o Badoo. Uma rede social é igual a um café. Neste caso, aprende com três formas diferentes, como criares o teu café.

BudyPress

O BudyPress é construido sobre o WordPress, uma ferramenta open source e com bastante acessibilidade web. Usa o Core do WordPress para entregar ao utilizador final um vasto leque de facilidades e de utilidades comuns em redes sociais out of the box sem grande dificuldade ou conhecimento técnico.Dentro das funções mais procuradas, estão os @mentions, grupos, fóruns, chat (opcional), amigos, contactos, ignore, etc. São grandes vantagens e a possibilidade de integrar plugins à própria rede social torna-a a mais fácil de usar para quem não tem conhecimentos técnicos, mas tem um servidor onde pode alojar dados. O único problema é nem sempre estar tudo em Português. Tem integração com as redes sociais mais populares. O BudyPress é grátis, mas existe a necessidade de terem alojamento web.

Live demo: TestBP


Ning

Ning é um serviço de alojamentos de redes sociais criada há cinco anos. Tem bastante aderência no US e pode ser usada para bandas, clubes de fãs, etc. Tem Suporte a Português “abrasileirado” e permite criar as ferramentas necessárias ao uso de uma rede social de forma eficaz e tem 100 ferramentas extras criadas pela Ning. O serviço permite experimentar todas as funções por 30 dias. Terminando os 30 dias o melhor plano é o de $19.95USD (cerca de 16EUR) que permite 10GB de dados e 100GB de tráfego. Existem também alternativas a este tipo de serviços onde não é necessário alojamento ou qualquer conhecimento técnico.

Um site que usa a Ning é o AmizadesOnline, que organiza eventos, alguns dos quais a realizar dia 18 de Dezembro e 31 de Dezembro. A não perder a visita.


Jcow

Muitas pessoas vao discordar desta minha última aposta porque é sem dúvida a mais cara. Com algum – ou seja, bastante – dinheiro podes criar um gigantesco clone do FaceBook com páginas, grupos, “likes”, etc. A diferença é que a versão free faz exactamente o que uma pequena comunidade precisa. Reparemos no seguinte: uma pequena comunidade precisa de grupos? Não. O site é o grupo. Logo, este recurso tem outro tipo de vantagens que não encontramos nos dois anteriores: sistema muito rápido na execução das páginas. É necessário alojamento.

Live demo: Jcwo demo


Notas finais

Existem certamente mais ferramentas. Mas estas foram as testadas e aprovadas por mm, as que conheço a as em que eu confio. Pessoalmente recomendo últimamente o WordPress, talvez por recomendar logo de seguida os meus serviços de alojamento web aos meus clientes. De qualquer forma, aqui firam três formas de criar a vossa rede usando três tipos de recursos diferentes. Boa sorte!

Caso tenham uma rede social vossa, postem o link nos comentários.

E, sobre o café… só gosto de leite com chocolate! :-)

Rui

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