
Caro cidadão Francisco Louçã. O meu nome é Rui Cruz. Sou um cidadão como você, que até há bem pouco tempo não me metia na vida politica deste país, embora tenha sempre acompanhado minimamente. Desde Dezembro que vos ando, a você como cidadão da política, a observar com mais atenção e gosto até do que vejo: um PEC chumbado, um FMI cá dentro, os lideres partidários em amena cavaqueira, etc. É hilariante o vosso contrassenso e como nunca estão contentes com nada.
Notei que o cidadão Francisco Louçã foi ou ainda está a passar férias lá fora. Bom para si. Espero que se tenha divertido. Nós por cá também nos divertimos, e fizemos a festa sem si.
Por cá o povo Português que você tanto defendeu, andou a comemorar o 25 de Abril. Eu falo por mim, até andei a ajudar a recolher umas assinaturas para o Movimento Partido Pirata Português. Mas adiante, só lhe queria mesmo dizer que você é um falso, e explicar-lhe porquê.
Cada pessoa em Portugal ouve falar do 25 de Abril e os mais velhos vivem esse momento com um nó na garganta e uma réstia de esperança envergonhada, porque deixaram de apaparicar um ditador e passaram a apaparicar 230. Você mesmo à semelhança de todos os políticos também fala no 25 de Abril. Este ano, com o PEC chumbado e o FMI aqui, decide ir passar férias para fora de Portugal, enquanto nós os Portugueses ficamos a festejar. O povo agradece a sua coragem de ficar aqui, com o seu país, no ano mais vergonhoso da Democracia Portuguesa.
Certamente o cidadão Francisco terá algo a fazer, ou só poderia tirar as férias agora, ou ainda terá uma outra desculpa igualmente fantabulástica. Mas o facto é que para mim você não passa de um oportunista e com esta atitude, indica claramente aquilo que o país significa para si. Mas assim como você disse há alguns dias nos media, digo-lhe eu a si: isto não é o faroeste!
E o povo não esquece.
Rui

A 14 de Janeiro dei início a uma nova categoria neste blog, denominada Leaks. Tentava – e fi-lo com sucesso – denunciar situações que pusessem em risco a nossa liberdade de expressão ou o nosso controlo sobre o que denominamos de liberdade. A liberdade termina quando começa a dos outros, mas na ZON a nossa não começa. Temos um modem que usamos mas que não é “nosso”, alega a ZON. Com esta alegação, eles podem fazer tudo o que querem com o modem deles. Mas não temos liberdade de escolha. Não podemos usar outro modem, e ou usamos as características que eles colocam nos seus modems, ou deixamos de usar o serviço. É como termos um carro e nos obrigarem a usa-lo sem ser nosso. Como termos uma casa e nunca a podermos comprar. É, por definição, uma limitação da liberdade de escolha.
Existiram várias tentativas de saber a resposta da ANACOM. Os serviços, embora prestáveis, nunca indicaram com quem estava a reclamação ou um tempo certo. Aparentemente, depois de apresentada a reclamação deixa de ser “nossa” e passa a ser da ANACOM para análise.
Durante quase três meses a resposta da DECO indicou sempre que estaria em análise até que dia 12-04 foi rececionada a seguinte informação:
“Após análise atenta do problema colocado pelo nosso associado, entendemos que o mesmo deve ser colocado junto da ANACOM e CNPD. A DECO PROTESTE considera que se trata de matéria tecnicamente muito complexa e volátil para a qual os organismos supervisores devem ser alertados.”
A CNPD em comunicado, refere que “Na sequência da queixa que formalizou junto da CNPD, e analisada a questão pelo nosso serviço de informática foi proferido o seguinte despacho “Não vejo qualquer limitação aos direitos dos titulares dos dados .
O procedimento é o normal a qualquer prestação de serviço nesta área”
Contactada a Zon TV Cabo, recebemos a resposta que anexamos.”
O anexo, que se encontra aqui, usa durante duas páginas a mesma desculpa: o modem é deles, fazem o que querem.
Temos também o e-mail em que a ZON afirma não podermos usar outro modem disponível aqui.

Voltamos ao referido no início do texto. Não nos dão liberdade de escolha. É sobre esta medida que irei continuar a lutar, por outros meios, pela situação vergonhosa pelo que este ISP se apresenta. No caso de haver desenvolvimentos, serão pois divulgados.
A todos os Portugueses que decidiram apoiar esta causa, seja com likes no Facebook, ReTweets no Twitter ou que se juntaram ao nosso grupo de Protesto, muito obrigado! Em especial aos que pensam como eu, que devemos ter liberdade de escolha e atuação sobre a forma como queremos receber Internet nas nossas residências, continuem a pressionar o vosso ISP. Hoje comemora-se o 25 de Abril, mas a liberdade ainda não chegou a todos os cantos.
Rui

Hoje em dia o conceito de pessoa popular não se altera. É fixo e qualquer um pode atingi-lo. Basta ser a pessoa mais ridícula da sua “praceta”, e terá a popularidade aumentada. Bem vindo à Web 2.0!
Antes de mais, venho publicamente pedir desculpas à Sara Ribeiro (link removido a pedido, como eu esperava) por ter usado o perfil dela para provar o meu ponto. Comprometo-me, a pedido dela, a apagar os tweets onde a “ofendi” e onde puxei da parte mais porca que há em mim e o link para o perfil dela neste blog. Mas tudo tem uma explicação. O que eu fiz foi insultar alguém – a quem peço desculpa mais uma vez – na rede social Twitter
para ver a reação do público, e tirei algumas conclusões:
Durante uma hora andei a ser ordinário e realmente porco para ela. Eu anteriormente já a tinha picado sem outro nível de ordinarice, mas hoje decidi exceder-me porque vi por experiências passavas que ela tinha “paciência” para este tipo de coisas. Há coisas em que a Web 2.0 e as Redes Sociais são boas, mas esta não é uma delas: a fama é deliberada por quem faz a coisa mais estúpida. O primeiro tweet foi a perguntar-lhe uma coisa extremamente particular, pouco depois da meia-noite. Até lá e durante 30 minutos além de 13 pessoas me terem advertido da situação e obtive 6 novos seguidores, 4 dos quais diferentes dos que me adverteram (a Sara deve ter dado o #lance para me seguirem).
Posso retirar desta experiência que qualquer pessoa, seja ela quem for, que queira expor-se e fazer figura de parvo, consegue sempre atenção. As pessoas nas Redes Sociais, alias, o próprio conceito e a formação das Redes Sociais permite de forma simples e prática pesquisar vários assuntos, e a pessoa em si como ser humano tem sempre tendência para comentar o mal e não o bem.
O que acontece comigo é que ocasionalmente posso derivar para isso, mas posso também derivar para outras coisas mais sérias. Podem haver pessoas que digam que não fui transparente, e que os meus métodos de apurar técnicas da Web 2.0 deixam pessoas passadas comigo para a eternidade. E têm razão. Mas, ao eu dar-lhesw razão, eles dão-me razão a mim também.
Moral da história: se queres ter atenção na Web, só tens que te armar em parvo. And if you want that, you’re doing it RIGHT!
Querem outro exemplo de como as pessoas estúpidas têm sucesso? Então assistam a este vídeo:
Rui

Toda a gente já me ouviu falar ou comentar coisas do FMI. Mas o que ainda não viram foi um site criado em menos de 4 horas inspirado em parte no TwitterPortugal do Paulo Querido.
Este site, com o nome de FMI em Portugal, pretende ser um ponto de encontro de informação do FMI, mas virado para duas vertentes muito práticas e muito Web 2.0:
- O link Em tempo real mostra o que as pessoas estão a dizer no Twitter em tempo real, mostra também forma de os seguir diretamente ou de ir ao seu tweet no twitter.com
- A homepage oferece noticias em tempo real dos media portugueses, que são atualizadas de quatro em quatro horas, usando para isso um algoritmo de escolha por keywords
Ainda temos o grupo no Facebook (que não está nada de especial), mas além do site ser sido feito em apenas quatro horas, estou muito contente com o resultado.
Visita o FMI em Portugal, e fica a saber porque é que o FMI é uma porcaria – ou então não!
Rui