05.18.12 15:14:15

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Logotipo BPI

Tudo começou a 13 de Março de 2011. Desde esse dia até agora, tenho um cartão de coordenadas que não posso usar, um banco a mentir-me e omitir-me prazos reais e a não saber gerir uma crise de recursos interna. Ah, e não gosto do meu subgerente do balcão.

A 13 de Março de 2011 pedi um cartão de coordenadas, porque uma das minhas coordenadas não se via e outras estavam a ir pelo mesmo caminho. O cartão de coordenadas é aquele que nos permite identificar o acesso ao nosso BPI Net e BPI Direto e fazermos operações. A dia 15 ligo por outra situação e pergunto do cartão, e logo nesse dia informam-me que existe um problema com a SIBS por causa da emissão dos cartões de coordenadas. Foi aí que começou o problema.

 

O meu banco não sabe o que diz

Liguei várias vezes para o BPI Direto nomeadamente nos dias 15, 18, 20, 23, 25 e 27. Não só foi mau e desagradável o facto de culparem a SIBS pelo atraso, como foi péssimo em algumas dessas chamadas dizerem que era o Banco de Portugal responsável pela emissão e ainda uma vez dizerem-me que era “uma empresa privada de Lisboa”.
E caros leitores, sabem qual é a melhor parte? Liguei para a SIBS. Eles não emitem, produzem. E não existem produções pendentes.
Caro BPI, “o meu banco” pode indicar-me porque é que estou à espera há mais de um mês do meu cartão de coordenadas e que continua a culpar uma entidade que, pelos contactos que eu fiz, não tem qualquer problema na produção (e não “emissão”) de cartões?

Ainda hoje falei com uma supervisora do BPI Direto, Sandra Silva, que me indicou novamente que os cartões eram de emissão da SIBS e que dia 8 havia uma previsão de terem já a situação em dia. Dia 8 e hoje a SIBS de nada soube. Nessa mesma chamada, houveram outras incoerências menores. E falei com uma supervisora!

 

O meu banco não sabe gerir a crise interna

Numa época de crise e de FMI, será que o Banco não vê que os clientes quando vêm uma coisa minimamente má começam logo a barafustar?
Dou-vos como exemplo de uma boa gestão desta crise da emissão dos cartões o banco do estado, a CGD. A CGD tem uma situação em que invisuais ou outro tipo de pessoas podem pedir a isenção de utilização do cartão matriz e pedir o NIF do cliente. Neste caso, o BPI nem essa facilidade tem para invisuais, nem tão pouco criou uma alternativa para o atraso que eles sabem ter mais de um mês (mas da parte deles, não da SIBS).

 

MAS… tenho um cartão de coordenadas NOVO que o meu banco me enviou, que não posso usar

Por obra e graça de não sei quem, dia 1 de Abril quando liguei furioso a perguntar pelo meu cartão alguma alma do outro mundo indicou-me que “era melhor emitir um novo cartão”. E assim foi.
O problema foi quando dia 5 recebi o meu primeiro cartão pedido a 12 de Março. Neste momento tenho um cartão inútil. Aqui fica o cartão, podem ficar com ele. Eu nem reverter para este cartão consigo. E tudo por culpa mais uma vez do BPI Directo.

Cartão de Coordenadas BPI

 

O meu banco não evolui tecnologicamente

O BPI Net está exatamente na mesma em relação há dois anos. A única função nova foi o acesso ao SDD pela Internet e mesmo isso foi há cerca de um ano atrás. Pegando novamente no exemplo da CGD, a Caixa Direta teve inúmeras alterações tanto a nível de visual como a nível de funções.

Não se admite não ver uma única função AJAX no meu banco ou ainda ter botões à moda do Windows 98.

 

O futuro do meu banco é ser investigado pelo Luxemburgo, é não ter ponta de credibilidade no que diz pela linha online, é falta de investimento tecnológico e é estar com um rating internacional abaixo do esperado.

E, já vos disse que não gosto nada do subgerente do meu balcão? Para arrogante já basto eu.
E com isto tudo, não tive uma resposta direta desde sexta feira: afinal, quem emite e produz os cartões de coordenadas? Está difícil saber.

Rui

FMI – Famintos Mamados e Irritados

Posted by Rui Cruz On Abril 7, 2011 5 COMMENTS

Bandeira do FMI a ser queimada
Estamos famintos de dinheiro, mamados pelo governo e irritados com a classe politica. Basicamente, estamos em modo FMI.

Hoje foi anunciado pelo nosso Governo – sim, aquele que se demitiu e que não devia estar a tomar decisões a longo prazo – que teríamos uma ajuda externa. Ora, como dizia a Jonasnuts no Twitter e eu concordo com ela, não vamos sequer pensar que alguém vem cá com a única garantia e preocupação de nos safar a vida. Ninguém é tão cruel assim.

Ora, se não vêm para nos safar a vida, vêm para nos tramar a vida. Passo a expliocar: conforme esta noticia envida pelo @brunobonito do Twitter, os funcionários públicos tiveram reduções nos salários de 30%. E não devemos estar preocupados?
Se calhar devemos então estar preocupados com o aumento do desemprego que houve nos países onde o FMI andou e anda?
Nem temos que nos preocupar que o BPN e o Montepio valem lixo para o mercado internacional?

Certamente que não!

 

Temos é que nos preocupar com a classe politica

Segundo o blog Molhobico, “Em três anos (2003 a 2005) a despesa total movimentada pelos gabinetes do Governo atingiu o valor de 12,8 mil milhões de euros, sendo que só as despesas de funcionamento (aquelas que permitem que os ministérios trabalhem no seu dia-a-dia) totalizaram 216,3 milhões de euros. Só para se ter uma ideia, os gastos dos ministérios davam para construir três aeroportos da Ota e uma dezena de pontes iguais à Vasco da Gama.”.

Agora, olhamos para o que o FMI vem fazer, e pensamos que se calhar a classe politica e a sua despesa conscienciosa pode estar na própria causa da chamada do FMI, que para variar, foi chamada pelo Governo que nos colocou nesta posição em primeiro lugar. Curioso, não é?

Mais curioso ainda é o facto dos Bancos poderem não ter dinheiro caso todos os Portugueses quisessem ir buscar o dinheiro lá guardado. Sim, eu sei que foram dizer precisamente o contrário para a TV. É por isso que eu acredito no contrário do que dizem. É por sermos um país irónico.

Por último, deixo ainda o alerta para o endividamento. Portugal acabou ontem de se endividar em cerca de 1.000 milhões de euros. Para variar, seremos nós os Portugueses a pagar por isto. E tudo feito por um governo demitido.

Eu nem quero esperar pelo próximo governo legitimo, aposto que me vai por a viver na rua.

Rui

PS: eu também gostava de olhar para o teleponto e falar 40 minutos depois

Facebook é o meu serviço de engate preferido

Posted by Rui Cruz On Abril 3, 2011 7 COMMENTS

Coração Facebook

Há muito tempo que o IRC já deu o que tinha a dar em matéria de namoros porque gajas, é o que falta por la. Gajas e gajos, uma vez que o IRC está a morrer. Demorou algum tempo, mas passei a considerar e o Facebook e o Twitter em mais alto nível do que o IRC no que toca à quantidade e qualidade de informação.

O Facebook tem uma aplicação que torna a nossa procura mais fácil. O Breakup Notifier é uma aplicação que nos informa, por e-mail, quando alguém muda o seu estado no Facebook. Como eu sou um nerd do e-mail em 5 minutos consigo saber automaticamente o que é que mudou. A aplicação vai mais longe e permite-me selecionar apenas mulheres que tenham algum tipo de relação. Por exemplo, a mim não me preocupa se alguma single passa a estar numa relação. É irrelevante.

A aplicação é multilingue e funciona com todos os idiomas.

 

Mas, eu vou mais longe

Estou um bocado farto de não ter nada sério. A @spiderwhisper que conheci pelo Twitter não correu conforme eu esperava (mas é uma excelente pessoa, sintam-se à vontade para a seguir). E, let’s fcace it, sou nerd, trabalho todo o dia das 8h às 24h ou ainda mais, e não tenho tempo para andar à procura ou de sair à noite, coisa que nem gosto. E ainda sou parvo, o que mesmo que fosse sair, dificultava as coisas.

Vou por em prática todo o meu conhecimento como webmaster e linkar um domínio – que já comprei – a uma página do Facebook – que vou criar – com o objetivo de fazer uma campanha de marketing de guerrilha à procura de namorada. Estou a brincar? Claramente que não.

Para os pobrezinhos de skills que lamentavelmente não têm conhecimentos, deixo o link da aplicação, pode ser que tenham sorte: Breakup Notifier.

Rui

Logotipo MUDE

Gostaria de vir aqui anunciar uma mentira. Infelizmente, o nosso país e a Câmara Municipal de Lisboa não mo permitiram. É com muito pesar, que a noticia publicada em primeira não neste blog a nível nacional, teve um fim trágico. Mais de meia centena de pessoas vão ser despedidas. Os falsos recibos verdes, receberam um e-mail – exatamente caros leitores, um e-mail – com uma nota de despedimento com menos de um dia de antecedência.
Estamos em Portugal, na era dos falsos recibos verdes. Mas leia-se Alice Walker quando disse que “The most common way people give up their power is by thinking they don’t have any”. O poder dos ex-trabalhadores do MUDE vai permanecer.

Hoje pelas 16h os ex-trabalhadores do MUDE – Museu do Design e da Moda – receberam o seguinte e-mail:

Despedimento colectivo no MUDE

Este e-mail e a sua essência resumem-se ao facto da administração do MUDE, pressionada pelos poucos media que na altura, como a Antena 1 fez e muito bem, ousaram levantar a mão á CML.
Hoje, não venho contar mentiras. Venho contar verdades. A verdade da demagogia, a verdade da exploração de profissionais qualificados, a verdade que esconde muitos falsos recibos verdes.
Hoje é dia das mentiras. Mas esta notícia não é uma mentira. Pelas 18h30m irá realizar-se uma manifestação à porta do Museu.
A tua presença significa a tua indiferença. Junta-te a eles. Mais informações no blog MUDE RÉSISTANCE ou na página do Facebook.

Rui

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