02.22.12 18:08:05

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

DNS.PT: a vergonha dos domínios .pt

Posted by Rui Cruz On Julho 30, 2011 21 COMMENTS

DNS.pt logo

Fui um dos primeiros webmasters que em 2008 obteve um domínio. pt. Hoje, devo ser um dos poucos. Mas existem também várias marcas e instituições que optam por ter um sistema Top Level Domain do seu país. Embora eu opte e veja as vantagens, sinto por vezes vergonha de ter um domínio .pt.

A vergonha mas também a consciência de ver uma empresa de utilidade pública com a minha idade (fundada em 1987) que é mais uma para gastar muito dinheiro para poucos resultados. Duvidam? Fiquem para ler os 7 pontos vergonhosos que esta empresa tem em pleno ano de 2011 e em plena evolução tecnológica:

 

Transferência de domínios

Imagina que queres transferir um domínio que compraste para outro titular. Tudo isto entre os registars internacionais decorre sem qualquer problema. Mas não na FCCN. Na FCCN tens que solicitar por e-mail, e se não fores tu o gestor do teu próprio domínio (exemplo: tens um registar para poupares o dinheiro absurdo que te pedem no dns.pt por um domínio) ainda tens que fazer uma carta e enviar por e-mail cópias de documentação.

No estrangeiro… tens um auth code.

 

Confidencialidade do domínio

Em alguns casos pagas o chamado Privacy Whois, algo que te permite esconder a informação do teu domínio. Em Portugal, tens de graça, mas tens mal.
Neste momento, tens apenas duas opções nos domínios .pt: ou escondes a informação por conta, ou seja, se registares 20 domínios tens que ter os domínios todos confidenciais ou ficam todos com os dados visíveis. Ambas as opções são más para o marketing, dependendo do objetivo que pretendes.

No estrangeiro… tens uso de privacidade por domínio apenas.

 

Renovações só quando a FCCN quer

Mesmo para receber dinheiro, a FCCN é a empresa que mais dificulta a sua própria vida comercial. Imagina que queres renovar o teu domínio num determinado mês porque recebes um subsídio de férias ou de natal… no entanto, se queres renovar o teu domínio apenas podes faze-lo nos últimos 180 dias da renovação, porque na FCCN não se renova quando TU pretendes… é quando ELES querem!
Nota: se te enganares nos anos de renovação, também tens que esperar vários meses para renovar…
No estrangeiro: renovas a qualquer altura com vários métodos de pagamento, incluindo PayPal e outros mais “atualizados” ao nível tecnológico.

 

Atualização do DNS

Quando compras um domínio em empresas como a Godaddy ou a NameCheap o teu domínio funciona logo “out of the box”. Na FCCN tens apenas duas (ou três) atualizações de DNS diárias, e tens que esperar pela sua propagação. Algo como cerca de meio-dia à espera.

 

Se precisar de falar com eles… pago

O contacto para os consumidores é um 707 á bela moda portuguesa. Como a FCCN pagou bastante á Novabase (ver mais abaixo) deve ser por isso. Na maioria dos registars do estrangeiro… ou tens um número grátis ou um numero fixo. Nunca um serviço em que obrigatoriamente pagas (porque o 707 não é “número fixo” e não tem chamadas grátis por parte de qualquer operador telefónico em Portugal) para obteres apoio!

 

Sempre disponível… ou talvez não

São inúmeras as vezes em que uma query aos serviços da FCCN retorna timeout, ou seja, isto trocado por miúdos significa que o site deles está várias vezes offline o que impossibilita acesso às funções de pesquisa e alteração de domínios. Isto juntado ao facto das atualizações de DNS podemos demorar um dia para fazermos uma alteração no nosso domínio

 

E finalmente… o preço

Um .pt custa atualmente ao público 27.06€ com IVA. É mais 17.06 do que um .com, .net e .org. Com estas desvantagens todas, valerá mesmo a pena ter um domínio .pt com esta empresa tão fora de moda?
Na PTServidor custa 20.30€ com IVA ou ainda mais barato para revendedores como eu.

 

E agora o oitavo ponto, o “ponto extra”

A conhecida empresa Novabase cobrou à FCCN uma “pequena” quantia de 129.448,50 € para “Aquisição de novo sistema de informação e site de registo de nomes de domínio de .PT para a Fundação para a Computação Cientifica Nacional, FCCN”. E com isto, temos um serviço frágil, tecnologicamente avançado, e fora do contexto internacional.

E deixo ainda dois link interessante: em 2009 escrevi que o dns.pt estva offline e em 2007 desaconselhei o seu uso. Isto já vem de longa data!

 

Bem vindo ao ruicruz.pt, o domínio comprado nem sei como nem sei até quando. Registado na DNS.PT, da responsabilidade da FCCN, que gastou o dinheiro dos contribuintes em serviços que não prestam função pública, mas sim dificuldade tecnológica.

Enfim, bem vindo a Portugal. E viva à Novabase, a única que ganhou no meio disto tudo, e não foi pouco.

 

Rui

Como mudar a cor do Facebook

Posted by Rui Cruz On Julho 21, 2011 4 COMMENTS

Como mudar a cor do Facebook

Para quem não sabe ou quem não me segue no Facebook ou no Twitter, eu criei um site que se chama Cor do Facebook. Com este site, podes Mudar a cor do Facebook em apenas três simples passos. Aqui fica o behind the scenes.
O que pretendo? Ser um pouco viral. Até porque a publicidade não é muita, e não estou a enganar ninguém; antes pelo contrário… isto funciona mesmo e eu próprio uso-o!

O behind the scenes deste site é nada mais, nada menos do que:

  •  WP Súper Popup PRO – ao contrário da versão fere, este plugin permite costumizar como aparece o popup em termos do ecrã, quantas vezes, vários tipos de popup (físico, ajax, com load de um canto do ecrã, etc.) e tem 6 themes disponíveis.
  • Botão share feito à parte – O problema de todos os plugins de Facebook Share é que, efetivamente, não fazem um botão como deve ser. Tive que criar um botão como deve ser (ou seja, grande) e linkar a http://www.facebook.com/sharer.php?u=NOME-DO-SITE. Se não sabiam como fazer um botão Share manual, aqui fica a dica.
  • Usar anúncios Flash – como alguns de vós sabem o flash fica “saído” da Lightbox, ou seja, se tiver um popup de Lightbox o flash fica clicável ao contrário do resto do texto.
  • E por fim, share share share! – Espero que isto seja viral, pelo menos ao longo do tempo vou fazer por isso. É para isso que a parte final deste post é dedicada ao alerta… SHARE IS THE REASON! ;)

Bons sites, e bons ganhos para vocês!

Rui

Logotipo do Movimento SIM

Quem vê vídeos no YouTube certamente já viu um anúncio antes de alguns vídeos mais populares com uma música que mistura hiphop e fado, onde alguém diz SIM ao Movimento SIM da Sangsung.

Este site, movimentosim.com, é o Movimento pela Criatividade em Portugal que “tem como objetivo apoiar, divulgar e premiar as indústrias criativas através de um movimento pela criatividade em Portugal.” Se criatividade é criarem um site com meia década de atraso, então estão no bom caminho! Podem saber mais mais informações aqui ou lê o seu manifesto http://www.movimentosim.com/movimentosim/ (mas não uses um leitor de ecrã porque o manifesto está todo em imagem!).

Decidi portanto apresentar o meu projeto na área de Novas Tecnologias e Aplicações Digitais. Vou chamar-lhe…

 Como fazer uma boa página web

Hoje vou portanto apresentar o meu projeto, que apresentarei baseando-me no mau exemplo de design e da publicidade do movimentosim.com, esperando com este artigo mostrar e sobretudo consciencializar para as boas práticas da acessibilidade web mas também para a adoção de senso comum que falta às chamadas Agências de Publicidade que vivem como parasitas da ignorância da nossa sociedade.

Apresento então, em 4 passos, a minha candidatura (lamento não apresentar no site, mas já vão ver o motivo):

 

Publicidade visual com som em sites de nicho sonoro continuo

O primeiro erro da publicidade que fazem em canais de comunicação como o YouTube é precisamente usarem a música.
Vejamos a seguinte situação: utilizador A entra no YouTube e procura um vídeo que, antes de ver, visita a vossa publicidade. Clica na publicidade ou escreve o site na barra de endereços. O site abre com música. O utilizador A sai do site, porque foi ao YouTube para ouvir (e ver) um vídeo. O movimentosim.com captou um utilizador apenas para o deixar fugir logo de seguida.

 

Página com música de fundo, uma ideologia que acabou em 2006!

Nesta outra crítica vou abordar o facto de terem música de fundo no movimentosim.com, algo que está em desuso tanto da usabilidade web como da acessibilidade web.
Mais de 20% da população Portuguesa tem alguma deficiência e, por exemplo, os deficientes visuais usam um programa de leitura de ecrã para identificar o que outros como nós identificam com olhos. O que se passa é que com a música de fundo não conseguem identificar mais nenhum tipo de informação na página porque a música está sempre a tocar, e mesmo que chegue ao fim, ainda repete!
Mais uma vez, a mensagem não foi passada e o utilizador não só deficiente, mas o que tem menos paciência, vai sair do site pela forma como o construíram.

 

Vamos parar a música! Mas… onde?

Mesmo que existe um standart da web em não colocar música em páginas sites existe ainda maior consenso no conceito de, do mal o menos: deixamos o botão de parar a música minimamente visível.
A Sangsung opta por colocar o botão no canto superior direito do site. Ideal, no meu tom de ironia, para quem usa dispositivos móveis, iPad, tablets ou EEE PC, dispositivos esses que têm resolução reduzida por norma.
Isto porque com a resolução de 800×600 o botão não aparece, apenas com 1024×768.

 

E se fizermos scroll down, encontramos… nada?

Movimento SIM - print do site

Como pode ser visto na imagem acima (clicar para ampliar) podemos constatar que se fizermos scroll down até ao final da página, existe uma parte que não apresenta qualquer informação. E foi testado em dois browsers diferentes, por isso vamos excluir a compatibilidade entre browsers e vamos incluir a falta de imaginação.

 

Segurança informática também não é com vocês…

Nem sequer vou falar do facto de usarem iframes ou de usarem uma pasta /movimentosim/ dentro do domínio movimentosim.com que fica tão mal em SEO, porque tendo em conta o que disse do vosso site até agora dizer mais do mesmo só iria reforçar o meu ponto e remover-vos a pouca credibilidade que ainda têm… e que vou remover agora com esta última afirmação:

Para um site que apenas na homepage consome 2MB de dados usarem IIS 6 é extremamente mau. Está sujeito a vulnerabilidades como Stack Overflow/Exhaustion com um servidor Web não só de uma outra era, mas também, literalmente, do ano passado, não ajuda muito à segurança caso alguém com falta de tempo queira enviar o movimentosim.com para o “movimento não abre o site, ponto com” ou simplesmente usar o LOIC, uma vez que o site é bastante pesado.

 

Portanto, como diz o vosso próprio manifesto no refrão… “sim, quando começa não tem fim por isso vai por mim…”. E tendo em conta que perdi apenas meia hora a verificar estes pontos todos, penso que a minha candidatura vai terminar, com votos de melhoras da imaginação da coitada da Agência de Publicidade que a Sangsung contratou.
Vai por mim, e da próxima vez contrata um profissional de Usabilidade Web, sempre és poupado a artigos como este!

Por uma web segura, acessível e sem barreiras.
Atentamente,

Rui

O Google+ ou Google Plus foi grandiosamente anunciado por alguns menos iluminados de inteligência como “o melhor projeto de 2011”. Para esses, aqui fica a oferta de luzes, cortesia do Rui Cruz.

 

O registo e as primeiras impressões

O registo é algo um pouco estranho porque para um projeto que pretende selecionar “amigos” e ajudarmo-nos a comunicar melhor, parece-me algo bastante simplista.

Já para não falar que, ao termos a opção “outro” vamos ter uma espécie de Orkut em forma de Google+. A diferença é que além de Brasileiros spammers vamos também ter lugar para os bots, bichas, haters e groupies. Enfim, tudo o que não se possa incluir nem no Homem nem na Mulher. Em suma, teremos os trolls!
A questão é… se isto já existe no Orkut, para quê criar mais do mesmo?

 

Sugestões irrelevantes à moda do Twitter

Tudo bem, o Twitter é uma grande rede, mas as sugestões que eles fazem são nitidamente idiotas. Vejamos… quando aderi ao Google+ tinha já três amigos que me tinham adicionado: o Marco Bitaites, o Jv Netdentista e o Celso Azevedo.

Google+: sugestões de amigos
E vão-me sugerir pessoas que provavelmente não são em comum com eles. Não seria mais lógico ter um algoritmo interessantíssimo para fazerem com que, sei la, fossem pessoas que os três tivessem em comum sugeridas a mim?
Pois, se calhar seria.

 

A falta de Acessibilidade do Google+

Toda a gente sabe que prezo por fazer projetos minimamente acessíveis. Estes Circles (ou Círculos para quem gosta de ter tudo traduzido em Português).

Google+: Circles
Digamos que para quem usa leitores de ecrã (deficientes visuais) ou tem falta de motricidade nos membros superiores e mesmo quem usa um rato de um portátil ou tem um rato meio avariado, vai ter sérios problemas a “arrastar” os amigos para um circulo. Se tiverem como eu 500 e tal amigos para adicionar, então vai ser uma canseira tanta que perco logo a vontade de adicionar seja quem for.

Check that. Change that.

 

Não pensem que o Google+ é só para geeks…

… porque se for, mais valia criarem o Google+ com linha de comandos apenas.
Na parte do perfil quando vamos adicionar os nossos locais de trabalho (e nem devia ser Empresas, devia incluir também escolas e universidades, mas pronto) temos que colocar o nome, cargo e datas. E na linha de baixo temos supostamente (para quem é geek e entende a lógica destas coisas) que adicionar quem pode ver esta informação. Mas isso sou eu que sei, porque entendo a lógica de como isto funciona.

Google+: Edição de perfil
A maioria das pessoas menos informatizadas não vai conseguir saber para que é que serve aquela opção.
E pela minha passagem pelo site existem ainda algumas funções que não estão bem claras.

 

Mas tipo então ah e tal… para quê criar o Google+?

Para nada. Existe um Orkut que o Google abandonou o desenvolvimento ativo há anos por falta de interesse. De 2004 passamos a 2011 onde a web está muito melhor, mas onde a gigante da Internet continua a cometer os mesmos erros, erros esse que o Facebook que teve o seu início mais ou menos no tempo do Orkut subiu em flecha sem cometer o maior número deles.

Com tantas redes sociais, para já e na minha opinião, o Google+ não veio trazer nada de novo.

E, por favor… decidam-se: ou usam o novo acordo ortográfico ou usam o velho. É que numa parte vemos “atualize” (figura 1) e noutra escrevem “actual” (figura 4).

Ainda assim, quem quiser perder o seu tempo com coisas inúteis e quiser um convite, deixe o seu Gmail nos comentários…  sim, porque o Google não permite acessos com mais conta nenhuma, nem com OpenID!

Rui

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Subscreve a futuros artigos do meu site.