05.18.12 16:02:18

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Desta vez a culpa não é do BPN

Posted by Rui Cruz On Abril 18, 2012 1 COMMENT

Anda por aí a circular um e-mail na Internet que diz que o BPN usa caixas automáticos mais caras. Não podia ser mais mentira, e gostaria de esclarecer a situação.

As caixas são Netpay, uma empresa sediada no Reino Unido. Em Portugal o BPN é o único banco que usas caixas Netpay, e não usas as que a SIBS usa como todos os outros bancos. Mas isso não faz deles uns criminosos. Tenho a certeza que haverá outras coisas que os fazem criminosos, incluindo o nosso actual presidente da república ter tido lá acções e as ter vendido curiosamente antes do banco ter “falido”, mas isso é outra história.

BPN

O facto do tal e-mail indicar que o BPN é responsável por cobrar taxas multibanco em levantamentos é no meu entender falso. Como disse eles não têm culpa de estarem a usar Netpay quando toda a gente usa os ATMs da SIBS. Isso pode ser culpa da má gestão como se foi ver, mas ainda assim não é culpa directa do banco.

O Netpay embora situado no estrangeiro tem sempre comissões e taxas associadas a Portugal uma vez que a caixa de levantamento está situada em Portugal.
No entanto, pode ser cativo um valor igual ao levantado uma vez que a transacção embora com início em Portugal tem que passar pelo estrangeiro. No entanto caso não haja valor na conta para cativar, ele não é cativado.
Exemplos práticos:

  • Tenho 50EUR na minha conta e vou a um multibanco Netpay e levanto 40EUR. Não pode ser cativo um montante inferior, e fico na conta com 10EUR.
  • Tenho 100EUR na minha conta e vou a um multibanco Netpay e levanto 40EUR. Pode ficar cativo um montante de até 80EUR no máximo dois dias e depois é “liberto” o restante que foi cativo em duplicado, neste caso os 40EUR.

Mesmo em Cash Advance, operação que permite o levantamento a crédito de dinheiro, ó valor cobrado é como se fosse em Portugal.
No caso do Cartão BPI, tendo este apenas como um mero exemplo, podemos concluir que a comissão praticada é do valor levantado mais 2EUR+ 3.5% do valor do levantamento com valor mínimo de 75centimos.
Se fosse um Cash Advance no estrangeiro, seja ou não num multibanco Netpay, o valor seria de 2EUR+ 3.5% do valor do levantamento com valor mínimo de 75centimos mais 1.70 e mais 1% para conversão de moeda.

Como se pode ver, desta vez a culpa não é do BPN.
Mas… fica só a curiosidade, porque é que este banco foi o único a optar por este sistema em vez de usar os multibancos da SIBS como todos usam? Será mais um tacho?
Fica a ideia.

Rui

Logotipo ZON

 

Para leres como tudo começou, clica aqui

 

A 14 de Janeiro dei início a uma nova categoria neste blog, denominada Leaks. Tentava   – e fi-lo com sucesso – denunciar situações que pusessem em risco a nossa liberdade de expressão ou o nosso controlo sobre o que denominamos de liberdade. A liberdade termina quando começa a dos outros, mas na ZON a nossa não começa. Temos um modem que usamos mas que não é “nosso”, alega a ZON. Com esta alegação, eles podem fazer tudo o que querem com o modem deles. Mas não temos liberdade de escolha. Não podemos usar outro modem, e ou usamos as características que eles colocam nos seus modems, ou deixamos de usar o serviço. É como termos um carro e nos obrigarem a usa-lo sem ser nosso. Como termos uma casa e nunca a podermos comprar. É, por definição, uma limitação da liberdade de escolha.

 

A resposta da ANACOM não surgiu

Existiram várias tentativas de saber a resposta da ANACOM. Os serviços, embora prestáveis, nunca indicaram com quem estava a reclamação ou um tempo certo. Aparentemente, depois de apresentada a reclamação deixa de ser “nossa” e passa a ser da ANACOM para análise.

 

A resposta da DECO PROTESTE surgiu, deixando algo a desejar

Durante quase três meses a resposta da DECO indicou sempre que estaria em análise até que dia 12-04 foi rececionada a seguinte informação:

Após análise atenta do problema colocado pelo nosso associado, entendemos que o mesmo deve ser colocado junto da ANACOM e CNPD. A DECO PROTESTE considera que se trata de matéria tecnicamente muito complexa e volátil para a qual os organismos supervisores devem ser alertados.

 

A resposta da CNPD é o que motiva este post, pois é bastante mais esclarecedora

A CNPD em comunicado, refere que “Na sequência da queixa que formalizou junto da CNPD, e analisada a questão pelo nosso serviço de informática foi proferido o seguinte despacho “Não vejo qualquer limitação aos direitos dos titulares dos dados .
O procedimento é o normal a qualquer prestação de serviço nesta área”
Contactada a Zon TV Cabo, recebemos a resposta que anexamos.

O anexo, que se encontra aqui, usa durante duas páginas a mesma desculpa: o modem é deles, fazem o que querem.

Temos também o e-mail em que a ZON afirma não podermos usar outro modem disponível aqui.

 

Imagme do ZONHUB interdita aos utilizadores

 

Voltamos ao referido no início do texto. Não nos dão liberdade de escolha. É sobre esta medida que irei continuar a lutar, por outros meios, pela situação vergonhosa pelo que este ISP se apresenta. No caso de haver desenvolvimentos, serão pois divulgados.

A todos os Portugueses que decidiram apoiar esta causa, seja com likes no Facebook, ReTweets no Twitter ou que se juntaram ao nosso grupo de Protesto, muito obrigado! Em especial aos que pensam como eu, que devemos ter liberdade de escolha e atuação sobre a forma como queremos receber Internet nas nossas residências, continuem a pressionar o vosso ISP. Hoje comemora-se o 25 de Abril, mas a liberdade ainda não chegou a todos os cantos.

Rui

Logotipo BPI

Tudo começou a 13 de Março de 2011. Desde esse dia até agora, tenho um cartão de coordenadas que não posso usar, um banco a mentir-me e omitir-me prazos reais e a não saber gerir uma crise de recursos interna. Ah, e não gosto do meu subgerente do balcão.

A 13 de Março de 2011 pedi um cartão de coordenadas, porque uma das minhas coordenadas não se via e outras estavam a ir pelo mesmo caminho. O cartão de coordenadas é aquele que nos permite identificar o acesso ao nosso BPI Net e BPI Direto e fazermos operações. A dia 15 ligo por outra situação e pergunto do cartão, e logo nesse dia informam-me que existe um problema com a SIBS por causa da emissão dos cartões de coordenadas. Foi aí que começou o problema.

 

O meu banco não sabe o que diz

Liguei várias vezes para o BPI Direto nomeadamente nos dias 15, 18, 20, 23, 25 e 27. Não só foi mau e desagradável o facto de culparem a SIBS pelo atraso, como foi péssimo em algumas dessas chamadas dizerem que era o Banco de Portugal responsável pela emissão e ainda uma vez dizerem-me que era “uma empresa privada de Lisboa”.
E caros leitores, sabem qual é a melhor parte? Liguei para a SIBS. Eles não emitem, produzem. E não existem produções pendentes.
Caro BPI, “o meu banco” pode indicar-me porque é que estou à espera há mais de um mês do meu cartão de coordenadas e que continua a culpar uma entidade que, pelos contactos que eu fiz, não tem qualquer problema na produção (e não “emissão”) de cartões?

Ainda hoje falei com uma supervisora do BPI Direto, Sandra Silva, que me indicou novamente que os cartões eram de emissão da SIBS e que dia 8 havia uma previsão de terem já a situação em dia. Dia 8 e hoje a SIBS de nada soube. Nessa mesma chamada, houveram outras incoerências menores. E falei com uma supervisora!

 

O meu banco não sabe gerir a crise interna

Numa época de crise e de FMI, será que o Banco não vê que os clientes quando vêm uma coisa minimamente má começam logo a barafustar?
Dou-vos como exemplo de uma boa gestão desta crise da emissão dos cartões o banco do estado, a CGD. A CGD tem uma situação em que invisuais ou outro tipo de pessoas podem pedir a isenção de utilização do cartão matriz e pedir o NIF do cliente. Neste caso, o BPI nem essa facilidade tem para invisuais, nem tão pouco criou uma alternativa para o atraso que eles sabem ter mais de um mês (mas da parte deles, não da SIBS).

 

MAS… tenho um cartão de coordenadas NOVO que o meu banco me enviou, que não posso usar

Por obra e graça de não sei quem, dia 1 de Abril quando liguei furioso a perguntar pelo meu cartão alguma alma do outro mundo indicou-me que “era melhor emitir um novo cartão”. E assim foi.
O problema foi quando dia 5 recebi o meu primeiro cartão pedido a 12 de Março. Neste momento tenho um cartão inútil. Aqui fica o cartão, podem ficar com ele. Eu nem reverter para este cartão consigo. E tudo por culpa mais uma vez do BPI Directo.

Cartão de Coordenadas BPI

 

O meu banco não evolui tecnologicamente

O BPI Net está exatamente na mesma em relação há dois anos. A única função nova foi o acesso ao SDD pela Internet e mesmo isso foi há cerca de um ano atrás. Pegando novamente no exemplo da CGD, a Caixa Direta teve inúmeras alterações tanto a nível de visual como a nível de funções.

Não se admite não ver uma única função AJAX no meu banco ou ainda ter botões à moda do Windows 98.

 

O futuro do meu banco é ser investigado pelo Luxemburgo, é não ter ponta de credibilidade no que diz pela linha online, é falta de investimento tecnológico e é estar com um rating internacional abaixo do esperado.

E, já vos disse que não gosto nada do subgerente do meu balcão? Para arrogante já basto eu.
E com isto tudo, não tive uma resposta direta desde sexta feira: afinal, quem emite e produz os cartões de coordenadas? Está difícil saber.

Rui

O fracasso do Censos 2011

Posted by Rui Cruz On Março 21, 2011 33 COMMENTS

Logotipo da campanha Censos 2011

Os Censos realizam-se de 10 em 10 anos, são obrigatórios (Lei 22/2008 de 13 de Maio) e permitem obter uma melhor noção em Portugal de quem é quem e como é. Isto porque provavelmente a Segurança Social não os consegue contar ou o Governo não aprendeu a somar as contas das pessoas que fazem Bilhetes de Identidade e o Cartão de Cidadão versus as pessoas que entram nos cemitérios, e ver quantos ainda estão por cá.
Neste texto falo problemas na linha telefónica, no site e na informação falsa colocada no RIPE.net.

 

O site

O site censos2011.ine.pt esteve offline até perto da uma da manhã conforme anunciei no meu Twitter. O mais engraçado é que no dia 20 o site estava online. Hoje, pelas 9h o site encontra-se online mas lento. É de notar que houve há uns meses um problema grave em que no dia de Eleições para a Presidência da República o estado teve problemas informáticos semelhantes. Se o Governo veio a público dizer que as pessoas responsáveis já tinham sido “despachadas”, penso que nem para despachar pessoas o Governo consegue fazer um bom trabalho. Estará talvez na hora do segundo round?

Visualização do relógio e da informação do site do Censos 2011 offline(clica na imagem para ampliar)

Uma das minhas preocupações é ter um site acessível. O facto de o ter acessível para mim, é simplesmente ter a possibilidade de navegar no site sem qualquer problema, mas que isso se estenda a qualquer tipo de deficiente que tente navegar no site: seja visual, físico, cognitivo, etc.
O Governo decidiu colocar o Símbolo da Acessibilidade na Web e ao lado o ícone do nível AA do WCAG 1.0. De notar que o WCAG 2.0, as normas mais recentes de acessibilidade, são recomendadas desde 2008. Em 2011, o INE decidiu usar algo que está obsoleto há três anos. E mesmo assim, usando um validados chamado de Examinator, encontramos erros de validação porque a página remete para um “302 found” em vez de remeter para a página que devia. Ou seja, mais um showoff do nosso Governo que tanto diz que gosta de ajudar os mais necessitados. No entanto, os problemas com ajudas técnicas continuam. Querem ajudar? Assinem a petição.

 

O telefone

Ontem dia 20 tentei contactar telefonicamente os Censos 2011 pelo 800 22 20 11. Escolhi uma opção e fui encaminhado para um operador. Esperei mais de meia hora a ouvir música. Quando fui ver o horário de funcionamento descobri que era só nos dias úteis. Ou seja, acho que andei a pagar uma chamada grátis desnecessariamente durante meia hora. Não entenderam? Eu explico: a chamada é grátis, não havia um aviso do horário de funcionamento e por isso, mais tarde, eu como contribuinte irei de certa forma pagar esta chamada e a incompetência do aprovisionamento de uma linha telefónica. Podia estar à espera uma hora, se calhar ia dar ao mesmo.

Hoje tentei contactar várias vezes desde as 9h da manhã, o número não se encontra disponível nem da rede fixa nem da rede móvel.

 

A falsa informação no RIPE.net

RIPE é a entidade Internacional responsável pela atribuição e pelo “label” dos IPs em Portugal, ou seja, é lá que obtemos a informação de quem é quem na Internet ou a quem é que um determinado IP ou uma determinada range de IPs pertence. Neste caso como sou geek, decidi ir ao RIPE pesquisar os contactos oficiais. Primeiro, fiquei realmente espantado pelo INE ter o seu próprio netblock, ou seja, um bloco de IPs só para eles. E depois, fiquei horrorizado: o contacto telefónico estava inválido. Relembro que nos domínios de Internet colocar falsas informações em domínios de Internet significa que podemos perder o domínio se o registar for muito rígido – ou as informações muito graves. Será que o INE poderá perder o seu range de IPs por isto? Claro que não. É Governo, e o Governo está imune a tudo e todos!

O facto é que continuo sem poder tirar dúvidas sobre o Censos, não é claro se o site é realmente acessível após o login porque a minha senha não funciona (daí ter que tirar dúvidas) e que uma entidade Governamental colocou falsa informação – seja por erro ou não – nos seus IPs.  Contra factos, não há argumentos. Já passaram 10 horas e meia do dia 21, o dia oficial do lançamento de algo que me parece ter sido um fracasso, tal como as Eleições. E agora a quem vamos atribuir as culpas?

Rui

Com portas abertas desde 2009, o MUDE é uma parte integrante de um projecto cultural que em última análise é gerido pela Câmara Municiapl de Lisboa.

O seguinte texto apresenta-se como um depoimento que pretende expor publicamente a situação que ocorre com a equipa de assistentes de exposição do MUDE – Museu do Design e da Moda, Lisboa

 

Contexto Geral

À data de abertura, em Maio de 2009, o MUDE inicia a sua actividade contando com uma equipa de assistentes composta por cerca de 30 jovens, tendo este número actualmente evoluído para cerca de 70. Este corpo de
assistentes de exposição é composto por estudantes do ensino superior, nas áreas das artes (Design, Artes Plásticas, História de Arte, Conservação e Restauro, Teatro, etc.) e licenciados nas mesmas. A estratégia da direcção do museu requer funcionários com qualificação a nível superior, sobre o acordo de receber 4,5€ por hora, num regime de disponibilidade para preenchimento de turnos.
A equipa é encarregue do funcionamento do museu — recepção, serviço de bengaleiro, vigilância das exposições, receptividade ao diálogo com os visitantes. Diariamente, esta dedica-se ao projecto no sentido de assegurar, acima de tudo, um serviço de qualidade.
Os assistentes prestam serviços através de recibos verdes, sendo actualmente contratados por uma associação sem fins lucrativos denominada Associação de Dinamização Cultural Aumento d’Ideias.
Esta é, por sua vez, contratada pela C.M.L. com o fim de coordenar os assistentes bem como o serviço educativo do MUDE.

(mais…)

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Subscreve a futuros artigos do meu site.