06.19.13 04:54:49

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Como alguns de vós sabem, tenho tido alguns contactos com os media devido a um dos meus sites, o Tugaleaks.

Sei perfeitamente que os media não te chateiam e até “evitam” falar contigo quando não querem nada. Mas também sei que te ligam, vezes sem conta, quando querem algo. Isto acontece esporadicamente comigo, mas a tática que eles usam começa a ser banal e previsível.

O mesmo acontece com os jornais online. São previsíveis e são jornais que na maioria das vezes, ou das “notícias breves”, não dão conteúdo algum. A TVI24 chega mesmo a levar os leitores a clicarem em links só para mais tarde terem a mesmíssima informação noutro site, criando assim visitas falsas e estatísticas que depois apresentam engravatados em reuniões milionárias. Mas com um à parte, as estatísticas são falsas.

Hoje trago dois dos muitos exemplos de mau jornalismo onde claramente quem ganha é a desinformação.

Exemplo 1: a notícia de um parágrafo.

O pobre jornalismo online feito em Portugal (ou: a TVI24 é lixo)

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Esta notícia sobre a hoje em dia tão falada maçonaria foi copiada co jornal i. No entanto, nem isso souberem fazer ou nem investigação foi feita. Calhou a tirar o print na altura em que existia uma mensagem de erro… mensagem essa maior que a notícia.
No entanto o título é chamativo e foi em primeiro lugar o que me levou a clicar na notícia.
Má notícia ou falsa notícia?

 

Exemplo 2: a notícia encaminha para outro lado

Outra coisa que me irrita no trabalho online é quando vemos notícias que dizem para ver um desenvolvimento noutro lado. E quando vamos ao outro lado, tem mais informação. Mas nem sempre, a informação foi atualizada mais de 40 minutos depois, porque eu até estive atento e estava mesmo a postar que os links eram iguais quando de repente a notícia ficou  “maior” do outro lado na Agência Financeira.

Protocolos? Tenham os protocolos que quiserem. Mas colocarem notícias para encher chouriços e gerar pageviews é coisa de bloggers amadores e não canais de media supostamente de renome.

TVI24

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Será um chamariz de visitas falso?

 

Agora que penso nisto, é tudo notícias da tvi24. Peço desculpa pelo título, o problema não é no jornalismo online, mas sim numa estação de televisão.

Well done Sherlock!

Rui

Oferta de bilhete para o Upload Lisboa 2011

Posted by Rui Cruz On Outubro 7, 2011 8 COMMENTS

Upload Lisboa 2011

Como alguns sabem andei a dizer que ia ao Upload Lisboa. Mas, depois de ontem ter visto a mensagem dos Anonymous para a Manifestação de 15 de Outubro tornou-se claro onde o meu coração devia estar: na manifestação, ao lado das minhas ideologias.
Fiquei portanto com um bilhete comprado e sem utilidade. Após contacto com a equipa do Upload Lisboa chegamos à conclusão que podia dar o bilhete.

Sendo assim, vou abrir um concurso que decorre até quarta-feira dia 13 até às 22h.
Para partilhar, podem escolher uma das duas opções:

  • Escrever um post no teu blog a linkar ao Upload Lisboa e ao ruicruz.pt com uma frase sobre o porque é que devias ser escolhido para ir.
    Vale 2 vezes.
  • - Enviar um Tweet a citar o @UploadLisboa e o @ruicruz com a tag #uplx com uma “grito de guerra” ou uma pequena frase sobre o Upload Lisboa.
    Vale 1 vez.

O sorteio vai ser feito pelo site random habitual, e quem escolher o post no blog terá mais hipóteses porque vai ser inserido o mesmo e-mail duas vezes, ou seja, tem mais hipóteses.
Quinta-feira o nome será enviado para a organização do Upload Lisboa e o meu bilhete (que deverá ser impresso e entregue, presumo eu) será também enviado para o e-mail do vencedor.

Para notificar a participação, apenas precisam de responder nos comentários a este post e indicar o URL do blog ou do tweet que fizeram para ser contabilizado.

Querem ir de borla? Então despachem-se! E vejam a entrevista que fiz com a Virgínia Coutinho no ano passado.

Rui

Upload Lisboa 2011

Posted by Rui Cruz On Junho 26, 2011 2 COMMENTS

Upload Lisboa 2011

Ao primeiro não fui. Ao segundo ofereceram-me um bilhete e ao terceiro comprei-o. A forma mais simples e humana de cativar audiência quando o evento vale a pena!

Lê aqui a entrevista com Virginia Coutinho que fiz para o meu blog sobre o evento do ano anterior.
O Upload Lisboa já vai na sua 3ª edição, tendo a sua “estreia” ocorrido a Novembro de 2009, com cerca de 300 participantes e uma série de oradores das áreas de jornalismo, comunicação e marketing digital. A segunda edição ocorreu cerca de um ano depois, tendo registado um nível de sucesso semelhante. O Upload Lisboa caracteriza-se, pois, por um vasto debate e partilha de conhecimentos e informações sobre a web 2.0, numa altura em que as plataformas de comunicação e informação assumem uma posição cada vez mais central, essencial e constante na vida de pessoas e empresas. Nos dias que correm, a própria opinião pública é cada vez mais influenciada pelas novas tecnologias e plataformas sociais.

Damon Crepin-Burr, Chief Creative Officer do FullSIX Group, é um dos palestrantes já confirmado para a edição deste ano do Upload Lisboa, que decorre a 15 de Outubro. Confira o restante alinhamento dos programas de apresentações do evento em: http://uploadlisboa.com/pt e esteja a par de mais novidades em www.facebook.com/uploadlisboa e ainda em www.twitter.com/UploadLisboa

O Upload Lisboa é um evento anual sobre comunicação online, destinado ao debate e partilha de ideias sobre tendências Web, originalmente fundado e realizado pela primeira vez em 2009. A 3ª edição realizar-se-á já no próximo mês de Outubro.

Para inscrições visita Upload Lisboa.
e-mail: inscricoes@uploadlisboa.com

Toshiba cria primeiro stop motion em 3D do mundo

Posted by Rui Cruz On Dezembro 25, 2010 14 COMMENTS

A Toshiba – leading innovation criou o primeiro stop motion em 3D do mundo. Com o lema “grande parte das ideias começa numa folha em branco” a Toshiba desenvolveu dois produtos em que a base comercial é um spot stop motion em 3D, que já circula no YouTube.

Podemos ver no site LABhub da Toshiba alguns dos produtos, sendo que o destaque, uma vez que este blog fala de Internet é o Satelite R630,

Depois de verem o vídeo podem ver certamente o Press Release com as habituais “cores” do momento de markting que isto lhes proporcionou.

Com ferramentas conhecidas por alguns como Inten Turbo Boast que regula o uso do computador em função da actividade, ou o Hyper-Threading para cada core do compuador trabalhe em duas vertentes ao mesmo tempo. Este PC portátil também tem um sistema de arrefecimento reforçado o que possibilita uma boa performance com um baixo aquecimento. E por último, a autonomia: 8 horas non-stop!

Para os que ainda precisam de mais geek talk, podem ver o vídeo técnico da Toshiba aqui.

Rui

Como gerir um Call Center ou Contact Center

Posted by Rui Cruz On Dezembro 16, 2010 7 COMMENTS

Como gerir um Call Center ou Contact Center

Ando nisto há cinco anos. Há quem pense que isto é a profissão mais horrível do mundo, e que nunca mais vai trabalhar em telemarketing. Não é uma opção para muitos, devido talvez à precariedade, mas quem como eu se que dar ao luxo de sair de uma empresa em poucos dias sem dar cavaco a ninguém para algo melhor, pode-se dar também ao luxo de incorrer na precariedade laboral, embora que dura e contra os objectivos a longo prazo de qualquer cidadão.  Eu, gosto disto.

Faz hoje cinco anos que entrei para o meu primeiro Call Center no qual vendi cartões de crédito do Citibank. Eis, dos meus cinco anos de – por vezes má – experiência, dos meus 5 contact centers e as minhas horas a fios, as lições que tiro sobre tudo isto:

  • Ser chefe não é mandar nem ensinar mas é sobretudo apoiar: Em diversas ocasiões verifiquei que o chefe é aquela pessoa má, arrogante e sem princípios. Noutras, o chefe é o teu melhor amigo no emprego, não apenas quando precisas de algo, mas a quem te dá gosto dizer bom dia e se vier em conversa perguntar se está tudo bem. É algo normal que acontece com o teu amigo e ao longo dos meses de trabalho vais-te acostumando a que isso aconteça sem dares por isso.
  • Os Call e Contact Centers da comunicação antiga estão condenados à falta de obtenção de resultados com qualidade: Nos novos media, as apostas em novas tecnologias, técnicas de motivação e obtenção de resultados não podem ser as mesmas dos colchões e aspiradores de 1997. Há que inovar. O Call Center em massa veio estragar o ambiente menos formal que pode haver e o companheirismo. Como foi dito no Upload Lisboa, evento de marketing e comunicação ao qual tive o orgulho de participar, “Passamos do pombo correio para o passarinho do twitter“. Não podemos sancionar coisas como o horário demasiado rigoroso, a ocasional consulta do telemóvel, o ocasional acesso à Internet nos pontos mortos. Isto cria precisamente o oposto do que é pretendido, o gosto na execução do nosso trabalho. E se as pessoas não se sabem educar a si próprias, usamos o amigo do ponto anterior para a sua educação.
  • O segredo já não é a alma do negócio, mas sim a partilha se tornou a alma do crescimento: Sempre que soube ou que sei algo, compartilho. Lembro-me por exemplo deste post sobre a portabilidade de números em que realmente algumas das informações lá prestadas não eram tão divulgadas assim por aí fora, e que na altura o feedback que recebi das pessoas a quem mostrei o artigo foi francamente positivo. Toda a informação que sei e que faço por saber é, em medida dos acontecimentos, partilhada com quem está ao meu redor. E não só ao nível do emprego, ou não teria 1000 artigos neste blog ao longo de tantos anos.
  • Evoluir para crescer ou não inovar para morrer: Há pouco mais de meio mês a HostGator com mais de 100 posições de atendimento telefónico e de Live Chat na Internet anunciou no seu blog que a Internet podia ser usada em acções pessoais. Citando Brent Oxley, “You are all allowed to personal browse, respond quickly to a text message, and, in general, have more fun. (…) We are going to try giving you all more freedom and see what type of results we get. We are hoping some of the changes made will result in happier more productive employees“. Um empregado contente é um empregado produtivo
  • Acabem com as ETTs’: Esta é uma dica e um problema demasiadamente Português. Os empregados e chefes que passarem nos quatro pontos acima devem ser recompensados. Afiliem-nos à empresa mãe. Pois os talentosos e visionários não devem estar vinculados pela precariedade, e devem ser reconhecidos no meio da (demasiada) multidão.

Este artigo mostra o meu ponto de vista. E sei que vêm aí algumas perguntas. Estarei contente com o que faço? Quero mudar? Posso mudar? Tenho ofertas, também derivadas à recente mediatização do meu nome em rádios, televisões e jornais? Respondo a isso a 16 de Janeiro, neste mesmo espaço que me acolhe há quase meia década.

Rui

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