06.19.13 09:56:26

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Ganhar a guerra ou perder as armas?

Posted by Rui Cruz On Outubro 14, 2012 1 COMMENT

Ganhar a guerra da informação ou perdermos as armas de uma Internet livre? Essa é a questão que nos últimos meses se tem falado.

Há já uns bons meses que não escrevia neste blog. O tempo não o tem permitido e a vontade foi toda para o Tugaleaks. Mas, nas últimas semanas, tenho tido a vontade de dizer aos meus leitores como eu acho que todos nós, incluindo tu que estás a ler, estamos a perder a guerra da informação.

 

Ganhar a guerra ou perder as armas?

 

A forma como os Estados Unidos e as corporações habituais tentaram passar o ACTA – que chumbou na União Europeia – e a forma como outros planos que nos supostamente querem proteger (de quê?) quando na verdade visam restringir o nosso acesso á informação livre estão a ser falados, neste preciso momento, em segredo e à porta fechada dos estados e países democráticos, é já por si uma afronta às liberdades que temos agora.

Não tenciono pactuar com isto. A deepweb existe, e se for preciso ensinamos as pessoas a usa-la. A deepweb, para quem não sabe, é uma “rede” da Internet ligada de forma anónima que pela sua forma e construção se torna quase impossível monitorizar.

No Egipto, na época da revolução há uns longos e vitoriosos meses, o Governo tentou desligar a Internet. Vários grupos via Twittere e não só criaram modems e alternativas para haver uma ligação. E depois, o resultado foi “desligar” o Governo.

Cada vez mais existem pessoas e libertar informação. Recordem-se sempre que, à luz da Constituição da República, qualquer pessoa o pode fazer. O Art. 37 fala de “Liberdade de expressão e informação” e o ponto 1 diz que “ 1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações”.

Tu tens o direito de informar. A voz, a fotografia e outros maios (mais alternativos mas não menos importantes) são a tua arma.

É este o direito que nos querem tirar?

 

Tolerância zero o caraças, 25 de Abril sempre!

Posted by Rui Cruz On Abril 23, 2012 3 COMMENTS

Uma discussão mental entre mim e mim sobre o que aconteceu em Portugal no último ano e como o teor de um Abril está cada vez mais longe.

Tolerância zero

A capa do DN de hoje fala em tolerância zero para os vários eventos de 25 de Abril. Apetecia-me comentar legalmente esta intimidação, mas como não sou advogado (e nem o quero ser) vou comentar sob um efeito prático: o medo.

Hoje em dia os Governos um pouco por todo o mundo têm medo. Quando “algo”, seja Governo, Assembleia, Ministros, Estado, empresas ou afins pretendem fazer algo, há sempre uma parte do pouco coeficiente cerebral que se volta para o medo. O medo dos novos media, o medo da curiosidade das pessoas e o medo.

Foi isso que a primeira página daquele jornal quis demonstrar. A polícia com medo dos manifestantes. Com o clima de contestação que se vê, sair à rua é quase um ato de desafio para com o estado.
Desde 24 de Outubro que a nossa polícia, cujo dever seria proteger pessoas, coloca infiltrados, pessoas de estremas e mais recentemente eles próprios a trabalhar contra o sistema – mas o sistema do povo – e nunca a favor do sistema. O sistema – mais uma vez, do povo – tem que melhorar, está a melhorar… e sabem que mais? Eles não podem fazer nada contra isso.

Vou para a rua dia 25. Sou um wannabe-jornalista e pretendo documentar com câmara e com a minha presença o que vai acontecer. Denunciarei todos os actos e violência praticados tanto pela polícia como por manifestantes (provavelmente os infiltrados do costume).

Golpe Militar

 

Esperem-me.

Rui

PS: como a polícia já sabe onde moro, podem sempre tentar parar-me

Na Plataforma 15 de Outubro: … nem sei o que dizer

Posted by Rui Cruz On Janeiro 29, 2012 5 COMMENTS

Como ativista assumido, tento fazer com que a minha participação seja mais pela Internet, mas hoje decidi aventurar-me a sair da sombra e a apresentar-me fisicamente a uma assembleia popular. Foi um erro e estou desiludido, confesso.

À chegada foi pacífica, 30 pessoas, passaram mais tarde a cerca de 45. Sentei-me e vi algumas caras conhecidas já destas lides, como os Precários Inflexíveis e outros.

Acho que 80% das pessoas falaram. Aliás, digo-vos, nunca vi grupo tão ativo como este, tomara que a todos os sítios onde eu vou fossem assim.

Na Plataforma 15 de Outubro: e democracia aqui tem dias, mas não era hoje o dia

 

A minha intervenção foi baseada em três factos:

  • consolidar todos os movimentos como o ponto 2 da proposta de continuidade da plataforma indica, e não dizer que “não se apoiam movimentos X”, como foi dito na Assembleia da República após a marcha desde o Marquês de Pombal, convidando-os a ficarem com o movimento ordeiramente (já que haviam conflitos anteriores nesse mesmo dia) mas sabendo que muito provavelmente não o iriam fazer
  • alterar o nome da plataforma, uma vez que “Plataforma 15 de Outubro” significa que quando estivermos em 2014 fica estranho falarem numa data como símbolo de uma democracia, correndo até o risco do pessoal mais novo dizer “mas Outubro de que ano”
  • e desse nome fazer marca registada, por forma a ter direitos legais como o direito de resposta aos media, entre outros.

Ora, o meu primeiro ponto foi o ponto alto do dia, criticado nas intervenções seguintes. Seguiram-se 5 ataques pessoais ao meu nome ou pessoa, onde por duas vezes me disseram basicamente que se não me identificava com o que ELES (indivíduos, pessoas,) diziam, para sair.
Noto por exemplo a ironia de uma pessoa que está ligada à plataforma dizer na mesma intervenção  “isto não é um movimento de cariz fascista” e “o importante é sermos democráticos”.
Outra, já mais velha e que não pertence tanto quanto eu sei a qualquer grupo na plataforma, disse a certa altura que “os erradicava da face da terra” (referindo-se aos nacionalistas/fascistas).

Em ambos os casos e tantos outros passados, a mesa esteve serena e não interrompeu ninguém. Mesmo depois do último exemplo que dei ter desrespeitado princípios tão fundamentais como os da Declaração Universal dos Direitos do Homem, nos artigos 1º, 3º, entre outros. Nem aí alguém se impôs e colocou ordem ou pediu a remoção dessa pessoa. No entanto, o “Rui Cruz o nacionalista” pôde ser criticado por todos.

Já estava de saída há muito tempo, mas houveram dois fatores que me prenderam: uma pessoa que me chamou e outra que ficou a conversar comigo. Nem toda a gente ali faz um mau trabalho ou diz coisas como aquelas, acredito que a maioria de quem lá está seja para mudar para positivo o nosso país. Mas à moda do Português, encontramos sempre os maiores defeitos nas coisas do contra. Sim, estou-me a incluir a mim no mau Português.

Tive que ser eu, atacado pessoalmente por 5 membros participantes no plenário, a pedir à mesa tempo de antena para resposta direta. Mesmo assim, chegado o momento, ainda debateram pela sala toda por 30 segundos para “ver” se eu tinha direito. E tive, felizmente.

Defendi-me como podia. Disse o que não tinha que dizer e expliquei a minha vida pessoal e ideologias: afirmei-me como não nacionalista. Podia ser, podia não ser, mas não tinha que me afirmar nem que provar nada a ninguém.

É lamentável o estado da democracia – ou da falta dela – que chegou até a este tipo de movimentos.
Certo é que vou continuar a frequentar o 15O ate me deixarem (ou pelo menos a apoiar, porque isso não me podem proibir) mas também irei combater toda a anti-democracia lá existente.

Quando saí de lá não chorava, nem ria. Simplesmente não tinha palavras. Aquilo não podia estar a acontecer. Mas aconteceu.
E agora vocês perguntam… falaram ou debateram a mudança de nome ou o registo de marca? A resposta parece óbvia.

Rui

PS: acompanhem este thread no meu Facebook

#hashtag – a democracia no seu mais alto expoente

Posted by Rui Cruz On Agosto 27, 2011 5 COMMENTS

#hashtag – a democracia no seu mais alto expoente

A nossa ideia de democracia tem vindo a ser alterada nos últimos anos. Antigamente, as pessoas iam para a rua gritar contra ou a favor de uma causa, alguns ouviam mas outros nem tanto. Hoje, usa-se a Internet. A Internet tem uma forma mais abrangente de mostrar as verdades e permite chegar a um publico muito maior com muito menos custo.
Mas para vivermos e falarmos em democracia, faltava algo que nos pudesse garantir que não haveria censura. Algo que foi inventando com a chega do Twitter ao nosso meio online como a rede social ao estilo das SMSs!

O Twitter permite usar várias #hashtags, uma palavra precedida pelo símbolo cardinal (#). Esta é a verdadeira e derradeira democracia por três simples motivos:
- É global: qualquer pessoa pode procurar por esta hashtag ter um RSS ou um bloco de informação com tudo o que é dito globalmente, em todas as línguas, em tempo real. Acima de tudo, a hashtag não tem censura possível.
- É divulgável: existem diversos plugins tanto para CMS’s como o WordPress como para outras redes sociais para puxar a informação contiga no fluxo dessa hashtag.
- É tua e é nossa: se queres criar uma conversa ao redor de um tema e não tens medo de expor esse tema a um mundo inteiro, cria uma hashtag tua num simples passo: escreve uma mensagem no Twitter e cria uma #hashtag no meio da frase; e lembra-te, os teus amigos podem também responder-te usando essa hashtag

Eu tenho hashtag’s que normalmente uso: #lance e #procuroumanamorada. E tu, tens alguma hashtag que gostes de usar?

Rui (@ruicruz no Twitter)

Poder para o povo

12 de Março de 2011 foi um dia histórico para Portugal. Ninguém esperava tanta afluência à primeira grande manifestação do ano. Os partidos políticos e o parlamento levaram a chapada de luva branca: o povo não gostava da atitude que tinham tomado. E o que fizeram? Colocaram cá o FMI.
Claramente não perceberam a mensagem, mas mesmo assim o povo deu uma luta e mostrou que esta “geração à rasca” não se rende face aos problemas que a nossa divida publica e o nosso país apresentam tanto nos dias de hoje como para os nossos descendentes.

Os Portugueses também tomaram as ruas a 15 de Maio, no Movimento Democracia Verdadeira, Já! onde eu estive presente, onde gritamos palavras de ordem e de abandono do FMI do nosso país. Mais uma vez, dissemos basta. Os Portugueses, unidos como há muitos anos não se via, disseram que existia solução e o dia foi terminado com uma Assembleia Popular.
Seguiu-se ainda uma Acampada no Rossio durante vários dias em que se falou bastante na politica social, na politica do país e se exigiu mais mudança. Acabou, para variar, pouco tempo antes das eleições, com uma ação da Policia bastante questionável e com, por vezes, uso excessivo de força.

Embora estas manifestações tenham sido feitas em Portugal, partiram de Movimentos Internacionais e tiveram, por exemplo em Espanha, muito maior impacto. Não deixando de fora o nosso país, para quem não estava habituado a ver pessoas na rua, temos agora muitas pessoas com vontade de mudança e em grande força de vontade para melhorar o nosso país!

15 de OutubroOutro dia 15, outra manifestação de vontade popular. Dia 15 de Outubro, Portugal volta à rua, desta vez com uma manifestação do Marques de Pombal até á Assembleia de Republica, Portugal e o Governo Português vão mais uma vez ver o descontentamento deste povo perante a situação gravíssima que o país atravessa.

 

Mas afinal, que lição podemos tirar destas manifestações populares?

Três manifestações públicas em menos de um ano. Coincidentemente no mesmo ano em que Portugal pede novamente ajuda ao FMI. Claramente, o povo está a dar um “não” tanto ao Governo que cá está como ao Governo que cá esteve. E infelizmente, nenhum dos Governos parece entender a mensagem. E a mensagem esta clara como água: o povo não gosta do rumo que o país tomou, dos sucessivos endividamentos que Portugal tem e terá durante as próximas décadas. Portugal deixou de ser um país, é um gang de sobrevivência Europeu. E infelizmente, nos gangs, só os mais fortes sobrevivem. E claramente Portugal não é um dos países mais fortes.
Só o futuro decidirá o destino do nosso país, mas com este tipo de união e vontade conjunta dos Portugueses, só podemos esperar melhorias! Isto é, caso a classe politica desça do seu pedestal e olhe para o que é que o povo realmente pede.

Por Portugal. Pela sociedade. Aparece dia 15 de Outubro! Mais informação na Página do evento no Facebook.

Rui

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