05.25.13 10:22:56

Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Ganhar a guerra ou perder as armas?

Posted by Rui Cruz On Outubro 14, 2012 1 COMMENT

Ganhar a guerra da informação ou perdermos as armas de uma Internet livre? Essa é a questão que nos últimos meses se tem falado.

Há já uns bons meses que não escrevia neste blog. O tempo não o tem permitido e a vontade foi toda para o Tugaleaks. Mas, nas últimas semanas, tenho tido a vontade de dizer aos meus leitores como eu acho que todos nós, incluindo tu que estás a ler, estamos a perder a guerra da informação.

 

Ganhar a guerra ou perder as armas?

 

A forma como os Estados Unidos e as corporações habituais tentaram passar o ACTA – que chumbou na União Europeia – e a forma como outros planos que nos supostamente querem proteger (de quê?) quando na verdade visam restringir o nosso acesso á informação livre estão a ser falados, neste preciso momento, em segredo e à porta fechada dos estados e países democráticos, é já por si uma afronta às liberdades que temos agora.

Não tenciono pactuar com isto. A deepweb existe, e se for preciso ensinamos as pessoas a usa-la. A deepweb, para quem não sabe, é uma “rede” da Internet ligada de forma anónima que pela sua forma e construção se torna quase impossível monitorizar.

No Egipto, na época da revolução há uns longos e vitoriosos meses, o Governo tentou desligar a Internet. Vários grupos via Twittere e não só criaram modems e alternativas para haver uma ligação. E depois, o resultado foi “desligar” o Governo.

Cada vez mais existem pessoas e libertar informação. Recordem-se sempre que, à luz da Constituição da República, qualquer pessoa o pode fazer. O Art. 37 fala de “Liberdade de expressão e informação” e o ponto 1 diz que “ 1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações”.

Tu tens o direito de informar. A voz, a fotografia e outros maios (mais alternativos mas não menos importantes) são a tua arma.

É este o direito que nos querem tirar?

 

Desta vez a culpa não é do BPN

Posted by Rui Cruz On Abril 18, 2012 1 COMMENT

Anda por aí a circular um e-mail na Internet que diz que o BPN usa caixas automáticos mais caras. Não podia ser mais mentira, e gostaria de esclarecer a situação.

As caixas são Netpay, uma empresa sediada no Reino Unido. Em Portugal o BPN é o único banco que usas caixas Netpay, e não usas as que a SIBS usa como todos os outros bancos. Mas isso não faz deles uns criminosos. Tenho a certeza que haverá outras coisas que os fazem criminosos, incluindo o nosso actual presidente da república ter tido lá acções e as ter vendido curiosamente antes do banco ter “falido”, mas isso é outra história.

BPN

O facto do tal e-mail indicar que o BPN é responsável por cobrar taxas multibanco em levantamentos é no meu entender falso. Como disse eles não têm culpa de estarem a usar Netpay quando toda a gente usa os ATMs da SIBS. Isso pode ser culpa da má gestão como se foi ver, mas ainda assim não é culpa directa do banco.

O Netpay embora situado no estrangeiro tem sempre comissões e taxas associadas a Portugal uma vez que a caixa de levantamento está situada em Portugal.
No entanto, pode ser cativo um valor igual ao levantado uma vez que a transacção embora com início em Portugal tem que passar pelo estrangeiro. No entanto caso não haja valor na conta para cativar, ele não é cativado.
Exemplos práticos:

  • Tenho 50EUR na minha conta e vou a um multibanco Netpay e levanto 40EUR. Não pode ser cativo um montante inferior, e fico na conta com 10EUR.
  • Tenho 100EUR na minha conta e vou a um multibanco Netpay e levanto 40EUR. Pode ficar cativo um montante de até 80EUR no máximo dois dias e depois é “liberto” o restante que foi cativo em duplicado, neste caso os 40EUR.

Mesmo em Cash Advance, operação que permite o levantamento a crédito de dinheiro, ó valor cobrado é como se fosse em Portugal.
No caso do Cartão BPI, tendo este apenas como um mero exemplo, podemos concluir que a comissão praticada é do valor levantado mais 2EUR+ 3.5% do valor do levantamento com valor mínimo de 75centimos.
Se fosse um Cash Advance no estrangeiro, seja ou não num multibanco Netpay, o valor seria de 2EUR+ 3.5% do valor do levantamento com valor mínimo de 75centimos mais 1.70 e mais 1% para conversão de moeda.

Como se pode ver, desta vez a culpa não é do BPN.
Mas… fica só a curiosidade, porque é que este banco foi o único a optar por este sistema em vez de usar os multibancos da SIBS como todos usam? Será mais um tacho?
Fica a ideia.

Rui

Na Plataforma 15 de Outubro: … nem sei o que dizer

Posted by Rui Cruz On Janeiro 29, 2012 5 COMMENTS

Como ativista assumido, tento fazer com que a minha participação seja mais pela Internet, mas hoje decidi aventurar-me a sair da sombra e a apresentar-me fisicamente a uma assembleia popular. Foi um erro e estou desiludido, confesso.

À chegada foi pacífica, 30 pessoas, passaram mais tarde a cerca de 45. Sentei-me e vi algumas caras conhecidas já destas lides, como os Precários Inflexíveis e outros.

Acho que 80% das pessoas falaram. Aliás, digo-vos, nunca vi grupo tão ativo como este, tomara que a todos os sítios onde eu vou fossem assim.

Na Plataforma 15 de Outubro: e democracia aqui tem dias, mas não era hoje o dia

 

A minha intervenção foi baseada em três factos:

  • consolidar todos os movimentos como o ponto 2 da proposta de continuidade da plataforma indica, e não dizer que “não se apoiam movimentos X”, como foi dito na Assembleia da República após a marcha desde o Marquês de Pombal, convidando-os a ficarem com o movimento ordeiramente (já que haviam conflitos anteriores nesse mesmo dia) mas sabendo que muito provavelmente não o iriam fazer
  • alterar o nome da plataforma, uma vez que “Plataforma 15 de Outubro” significa que quando estivermos em 2014 fica estranho falarem numa data como símbolo de uma democracia, correndo até o risco do pessoal mais novo dizer “mas Outubro de que ano”
  • e desse nome fazer marca registada, por forma a ter direitos legais como o direito de resposta aos media, entre outros.

Ora, o meu primeiro ponto foi o ponto alto do dia, criticado nas intervenções seguintes. Seguiram-se 5 ataques pessoais ao meu nome ou pessoa, onde por duas vezes me disseram basicamente que se não me identificava com o que ELES (indivíduos, pessoas,) diziam, para sair.
Noto por exemplo a ironia de uma pessoa que está ligada à plataforma dizer na mesma intervenção  “isto não é um movimento de cariz fascista” e “o importante é sermos democráticos”.
Outra, já mais velha e que não pertence tanto quanto eu sei a qualquer grupo na plataforma, disse a certa altura que “os erradicava da face da terra” (referindo-se aos nacionalistas/fascistas).

Em ambos os casos e tantos outros passados, a mesa esteve serena e não interrompeu ninguém. Mesmo depois do último exemplo que dei ter desrespeitado princípios tão fundamentais como os da Declaração Universal dos Direitos do Homem, nos artigos 1º, 3º, entre outros. Nem aí alguém se impôs e colocou ordem ou pediu a remoção dessa pessoa. No entanto, o “Rui Cruz o nacionalista” pôde ser criticado por todos.

Já estava de saída há muito tempo, mas houveram dois fatores que me prenderam: uma pessoa que me chamou e outra que ficou a conversar comigo. Nem toda a gente ali faz um mau trabalho ou diz coisas como aquelas, acredito que a maioria de quem lá está seja para mudar para positivo o nosso país. Mas à moda do Português, encontramos sempre os maiores defeitos nas coisas do contra. Sim, estou-me a incluir a mim no mau Português.

Tive que ser eu, atacado pessoalmente por 5 membros participantes no plenário, a pedir à mesa tempo de antena para resposta direta. Mesmo assim, chegado o momento, ainda debateram pela sala toda por 30 segundos para “ver” se eu tinha direito. E tive, felizmente.

Defendi-me como podia. Disse o que não tinha que dizer e expliquei a minha vida pessoal e ideologias: afirmei-me como não nacionalista. Podia ser, podia não ser, mas não tinha que me afirmar nem que provar nada a ninguém.

É lamentável o estado da democracia – ou da falta dela – que chegou até a este tipo de movimentos.
Certo é que vou continuar a frequentar o 15O ate me deixarem (ou pelo menos a apoiar, porque isso não me podem proibir) mas também irei combater toda a anti-democracia lá existente.

Quando saí de lá não chorava, nem ria. Simplesmente não tinha palavras. Aquilo não podia estar a acontecer. Mas aconteceu.
E agora vocês perguntam… falaram ou debateram a mudança de nome ou o registo de marca? A resposta parece óbvia.

Rui

PS: acompanhem este thread no meu Facebook

O que motiva o conceito de "pessoa popular" na Web 2.0

Hoje em dia o conceito de pessoa popular não se altera. É fixo e qualquer um pode atingi-lo. Basta ser a pessoa mais ridícula da sua “praceta”, e terá a popularidade aumentada. Bem vindo à Web 2.0!

Antes de mais, venho publicamente pedir desculpas à Sara Ribeiro (link removido a pedido, como eu esperava) por ter usado o perfil dela para provar o meu ponto. Comprometo-me, a pedido dela, a apagar os tweets onde a “ofendi” e onde puxei da parte mais porca que há em mim e o link para o perfil dela neste blog. Mas tudo tem uma explicação. O que eu fiz foi insultar alguém  – a quem peço desculpa mais uma vez – na rede social Twitter
para ver a reação do público, e tirei algumas conclusões:

Durante uma hora andei a ser ordinário e realmente porco para ela. Eu anteriormente já a tinha picado sem outro nível de ordinarice, mas hoje decidi exceder-me porque vi por experiências passavas que ela tinha “paciência” para este tipo de coisas. Há coisas em que a Web 2.0 e as Redes Sociais são boas, mas esta não é uma delas: a fama é deliberada por quem faz a coisa mais estúpida. O primeiro tweet foi a perguntar-lhe uma coisa extremamente particular, pouco depois da meia-noite. Até lá e durante 30 minutos além de 13 pessoas me terem advertido da situação e obtive 6 novos seguidores, 4 dos quais diferentes dos que me adverteram (a Sara deve ter dado o #lance para me seguirem).

Posso retirar desta experiência que qualquer pessoa, seja ela quem for, que queira expor-se e fazer figura de parvo, consegue sempre atenção. As pessoas nas Redes Sociais, alias, o próprio conceito e a formação das Redes Sociais permite de forma simples e prática pesquisar vários assuntos, e a pessoa em si como ser humano tem sempre tendência para comentar o mal e não o bem.
O que acontece comigo é que ocasionalmente posso derivar para isso, mas posso também derivar para outras coisas mais sérias. Podem haver pessoas que digam que não fui transparente, e que os meus métodos de apurar técnicas da Web 2.0 deixam pessoas passadas comigo para a eternidade. E têm razão. Mas, ao eu dar-lhesw razão, eles dão-me razão a mim também.

Moral da história: se queres ter atenção na Web, só tens que te armar em parvo. And if you want that, you’re doing it RIGHT!

Querem outro exemplo de como as pessoas estúpidas têm sucesso? Então assistam a este vídeo:

Rui

Logotipo MUDE

Gostaria de vir aqui anunciar uma mentira. Infelizmente, o nosso país e a Câmara Municipal de Lisboa não mo permitiram. É com muito pesar, que a noticia publicada em primeira não neste blog a nível nacional, teve um fim trágico. Mais de meia centena de pessoas vão ser despedidas. Os falsos recibos verdes, receberam um e-mail – exatamente caros leitores, um e-mail – com uma nota de despedimento com menos de um dia de antecedência.
Estamos em Portugal, na era dos falsos recibos verdes. Mas leia-se Alice Walker quando disse que “The most common way people give up their power is by thinking they don’t have any”. O poder dos ex-trabalhadores do MUDE vai permanecer.

Hoje pelas 16h os ex-trabalhadores do MUDE – Museu do Design e da Moda – receberam o seguinte e-mail:

Despedimento colectivo no MUDE

Este e-mail e a sua essência resumem-se ao facto da administração do MUDE, pressionada pelos poucos media que na altura, como a Antena 1 fez e muito bem, ousaram levantar a mão á CML.
Hoje, não venho contar mentiras. Venho contar verdades. A verdade da demagogia, a verdade da exploração de profissionais qualificados, a verdade que esconde muitos falsos recibos verdes.
Hoje é dia das mentiras. Mas esta notícia não é uma mentira. Pelas 18h30m irá realizar-se uma manifestação à porta do Museu.
A tua presença significa a tua indiferença. Junta-te a eles. Mais informações no blog MUDE RÉSISTANCE ou na página do Facebook.

Rui

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