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Rui Cruz

A criar uma web melhor desde 2003

Passei a noite contigo

Por Rui Cruz 30.01.2011 13:49:47 4 COMENTÁRIOS

Passei a noite contigo

Falamos e sorrimos, como se as mágoas não existissem e tivéssemos adormecido a dor. Sei que passei a noite contigo e voltei a morrer de amor. Foi tão real que foi cruel. Fiz amor contigo. Fui infiel. Saboreamo-nos lentamente, tocamo-nos com paixão. O teu cheiro colado em mim. O teu sabor na minha boca. Passei a noite contigo e quase que fiquei louca.
As tuas pernas nas minhas, as tuas mãos no meu corpo, reacenderam aquilo que há muito julgava estar morto. Estávamos unidos, felizes. Éramos um só como sempre! Passei a noite contigo, senti-te no meu ventre!
Acordei a transpirar, até a ti eu cheirava! Se não abrisse os olhos não sabia que sonhava!
Passei a noite contigo… acordar foi um castigo!

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Este post foi feito pela “minha” convidada @1gajasemnick, seguidora de longa data do Twitter que bloga em MinisTremocos&SaltosAltos. Se também tens um tema diferente para apresentar e quiseres escrever para o meu site, contacta-me.

A tua privacidade online está ameaçada?

Escrevo este artigo porque hoje pelas 15h, vou estar no segundo encontro informal do WordPress Portugal a formar uma mesa redonda de partilha sobre privacidade online. Oviamente também quero deixar as minhas notas organizadas para o caso da minha constipação que me ataca durante esta semana toda continuar a atacar sem dó nem piedade, poder remeter o pessoal para aqui e ficar caladinho a assoar-me. :)

Privacidade online é um fenómeno crescente. No mesmo tipo do fenómeno Wikileaks talvez porque as duas estão directamente ligadas. Após os acontecimentos que em finais de Novembro e inícios de Dezembro marcaram a actualidade Internacional, o auto-intitulado Grupo Anonymous, levou a cabo diversas operações de DDoS a sites como a VISA, MasterCard e PayPal e ao mesmo tempo distribuiu um kit de pro-privacidade que consistia em proxy’s e definições no browser que ajudavam a manter a privacidade. Isto não chega. E vou-vos dar vários exemplos de como a privacidade e a segurança online estão em constante cheque hoje em dia:

Práticas ilegais de monitorização por parte dos ISPs

Recentemente abordei neste post que a ZON estava a fazer monitorizações ilegais. Apresentei queixa na CNPD, DECO e ANACOM porque sou cliente deles. Até agora, nada foi feito. No entanto, tenho consciência que nada será feito num curto espaço de tempo. É para isto que pegamos Internet, para sermos vigiados de forma constante e ilegal, acima da própria definição do que a lei permite.

Falta de privacidade ocorrida pelo estado dos códigos de HTTP

Se consideras que saberem onde estás logado é uma privacidade para ti, então continua a ler. Como é explicado neste artigo, webmasters mal intencionados podem com um pouco de programação saber informações sobre onde estás logado, para enviarem mensagens, favorecerem tendências, etc. Para resolverem esta questão podem instalar o addon para FireFox chamado Request Policy, mas que dá um pouco de trabalho a configurar.

Servidores web vulneráveis

Todos os servidores web estão vulneráveis. Sem exepção. E com as crescentes actualizações de WordPress e outros CMS como Joomla! e SMF – estes dois últiumos têm muito mais falhas de segurança – torna-se importante segurar também o servidor em si.
Temos como exemplo o recente ataque à maior comunidade mundial de webhosting onde nem os servidores de backups escaparam. Como protegem os vossos servidores?

Existem tantos outros exemplos de quebra de privacidade. Nesta nova era em que se proclama a liberdade de informação, talvez haja demasiada liberdade em alguns aspectos.

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Update 30-01-2011 00:30

Ficou meio morto no meetup, porque o tempo era escasso. De qualquer forma, abordei um tema simples, que afinal deu pano para mangas e deve ser discutivo:

Plugins inseguros no repositório WordPress.org

Existem limitações na aceitação de themes. As mesmas restrições “drásticas” não se parecem aplicar aos plugins. Plugins extremamente inseguros para quem não domina ou não sabe o conceito de permissões de users – ou nem sequer as pode mudar, aka shated hosting - estão disponíveis para download sem qualquer aviso de problemas que possam ocorrer. Exemplo disso é o Exec-PHP.

Rui

Cadeira de rodas

Temos novamente como nosso Presidente o Professor Anibal Cavaco Silva. Não é apenas isto que se mantém igual. Por todo o Portugal está a ser gasto dinheiro ou mesmo “lavado” dinheiro que supostamente serve para ajudar deficientes.

Hoje vou falar-vos de ajudas técnicas. Para entendermos como tudo funciona, temos que saber o que é, afinal, uma ajuda técnica – ou desde 2007 o chamado produto de apoio. Um produto de apoio é “Qualquer produto (incluindo dispositivos, equipamentos, instrumentos, tecnologia e software), especialmente produzido ou geralmente disponível, para prevenir, compensar, monitorizar, aliviar ou neutralizar as incapacidades, limitações das actividades e restrições na participação” (Norma ISO 9999:2007) – fonte: INR.

Para o ano de 2009 foi aprovada uma verba de 12.620.000EUR. Será que a referida verba foi bem usada?

A questão é que nem sempre estes produtos vão valer e são a favor da correcta utilização pelo cidadão com deficiência que usufrui destes pedidos. Muitos são pedidos sem necessidade e outros até são vendidos após aquisição gratuita comparticipada pelo Estado a 100%. Estamos a falar de milhares de euros por pessoa. O Estado não fiscaliza nem existe regulamentação para tal acontecer.

Os exemplos

Para entenderem que tipo de material pode ser pedido, vou dar-vos três exemplos simples, mas que também podem ser mal usados ou mesmo vendidos. Outras combinações podem ser encontradas na Lista Homologada de Ajudas Técnicas.

  • Um computador, uma Impressora Braille, um Leitor de ecrã, um telemóvel e um leitor de ecrã para telemóvel. Valor: perto dos 9.000EUR. O problema: estes equipamentos podem ser pedidos por quem não lê Braille, porque não existe fiscalização e background check. Podem posteriormente ser vendidos ou revendidos a terceiros por um preço baixo, porque o cidadão fica sempre a ganhar.
  • Um relógio, sistemas de alarme e brinquedos: cerca de 500EUR mas muito variável. O problema: estas descrições de equipamentos são muito variáveis e podem induzir um auxiliar médico em erro ao prescrever este tipo de equipamentos.

Como obter um produto de apoio

Uma Certidão Multiusos a comprovar a deficiência, um atestado médico e três orçamentos de empresas distintas. Distintas disse eu? Nem sempre é assim. Representantes de uma e outras marcas do mesmo produto fazem jogos para combinar orçamentos, algo que nunca é notado.

Não é feita qualquer avaliação por profissionais qualificados para a correcta apreciação das necessidades das pessoas, apenas por um médico e uma assistente social ou uma funcionária da área da reabilitação. Não existe verificação sobre pedidos da pessoa noutro sítio, ou mesmo noutro sítio os mesmos produtos. Nada. Isto pode continuar anos e anos com pedidos sem nexo e sem fundamento, que mais se verifica nos cuidados da visão.

A formação do produto é tão importante quanto a aquisição

Normalmente nos bons costumes das novas tecnologias existe um período de formação do próprio produto, porque nem todos têm computadores e precisam de noções básicas (seguindo o primeiro exemplo indicado anteriormente). Ao adquirir uma cadeira de rodas, certamente que não se sai de lá com a “cadeira debaixo do braço”. Existe sempre formação. A formação informática é muito mais complicada do que a formação de uma cama, ou um brinquedo. E o que se vê na atribuição é a falta de interesse ou sequer de prescrição da própria formação nesta verba enorme que o estado dá supostamente para tornar a qualidade de vida do cidadão com deficiência, melhor. Alguém me explica como é que um cidadão com um computador com o qual não sabe trabalhar fica mais beneficiado? Eu não sei.

Os reais problemas

Os problemas e o que leva ao despiste financeiro são muito simples e são ordenados por ordem cronológica:

  • Falta de fiscalização inicial: não existe controlo sobre o que é dado, a quem é dado, quando é dado, e quantas vezes a pessoa pede outros ou até o mesmo produto
  • Mais avaliadores: apenas duas pessoas avaliam um processo que custa milhões de euros ao estado por ano, o que é curioso e francamente provável haver problemas de lavagem de dinheiros à conta da falta de avaliação
  • Falta de formação: como indicado no parágrafo anterior, formação para os equipamentos tem em muitos dos casos que ser obrigatória para um correcto funcionamento do sistema
  • Falta de fiscalização posterior: em um, dois e três anos, deve ser verificado o material, se o mesmo se encontra em bom estado e se tem o seu devido uso, podendo de acordo com o material ser feita uma avaliação remota ou uma avaliação ao utente

Conclusões finais

Toda a informação aqui descrita foi obtida junto de comentários e convivência com pessoas.

O dinheiro dos contribuintes não pode ser usado desta forma tão irresponsável. O Estado, Governo, e entidades intervenientes neste processo têm que assegurar um correcto funcionamento do sistema. Ainda por cima, estamos a ver muitos dos deficientes a usarem a sua deficiência como desculpa para enganar o próprio Estado.
Provas? Certamente que as há. Mas quem é que iria admitir publicamente que vendeu um material que lhe foi oferecido? Ou dizer a alguém que pediu porque o vizinho do lado também pediu? Ninguém vai afirmar isso. A transparência muita das vezes ainda não chegou aos lados corruptos de algumas sociedades.
Sei bem que existem alterações a serem efectuadas à lei, e que a mesma pode vir a ser modificada e incluir tudo o que eu disse aqui. Mas não é esse o problema. O problema é quase uma década de dinheiro mal entregue e mal fiscalizado.

Caro leitor, se apenas chegaste agora através deste artigo que nada tem de sensacionalista mas sim tem de verdadeiro e de inquisidor em matérias onde ‘colocar o dedo na ferida não chega‘, senta-te e sê bem vindo. O meu nome é Rui Cruz e entraste no “Portugal real”.

Rui

Como o IntenseDebate me lixou a vida

Por Rui Cruz 19.01.2011 01:50:50 4 COMENTÁRIOS

IntenseDebate

Realmente é uma grande peça de software o IntenseDebate. Infelizmente, não é para todos. Era o que usava no blog há bem pouco tempo até que comecei a ver que no meu painel de administração apareciam mais e mais comentários pendentes. Cerca de 100 em pouco mais de uma semana. Pensei que devia estar chone, mas desactivei o IntenseDebate e fui cuscar. Eram comentários válidos. Nunca tinham sido postados.

Esta não é a primeira falha do IntenseDebate. Instalei dois – foi um grande erro, já explico porquê – plugins para fazer o track das redes sociais, um até foi o Fernando Amaral que me recomendou. E quando dei por mim, esses tracks não estavam a ser psotados no IntenseDebate.

Desactivei então o IntenseDebate e comecei a ajustar o formulário de comentários de acordo com o que queria. Leve.
Por isso se usam o IntenseDebate  tenham em atenção os vossos comentários pendentes. E se vão usar outros plugins para comentários, tenham em mente que o IntenseDebate não os suporta.

Para as pessoas que ficaram lesadas com este problema, as minhas desculpas.

Rui

Mensagem aos Jornalistas Portugueses

Por Rui Cruz 17.01.2011 11:37:46 14 COMENTÁRIOS

Mensagem aos Jornalistas Portugueses

Bom dia,

O meu nome é Rui Cruz, e sou um blogger, assumo-me a partir de hoje como bloggerjornalista, uma palavra nova que inventei há coisa de 15 minutos. Nunca fui à Universidade, acho que é uma patetice aprender coisas que não me interessam para fazer uma coisa que gosto. E quando se gosta, não precisamos de aprender, precisamos de usar a paixão que temos pelo que fazemos.

Há uns anos comecei mal a querer a transparência da informação, exactamente neste blog. Comecei com a crítica. Mas não é com críticas que vou lá. Tenho que explorar as matérias, dar a informação e deixar que as pessoas a interpretem como pretenderem. Parece simples, mas na verdade é bem complicado. É o que faço agora.

A maioria dos Jornalistas não têm artigos de “Copyright” nem deles, nem do grupo de media para o qual trabalham. Tem antes artigos de “copy right”. E por vezes, nem o “copy paste” sabem fazer correctamente. Deixo-vos o seguinte pensamento, se uma grande empresa resolver comprar publicidade em todos os Jornais, irá a mesma nunca ser alvo de notícias “más”? Parece que não.
O Jornalismo que vejo em Portugal é em mais de metade um atentado a uma incorrecta informação sobre os factos. Acho até que deviam contratar bloggers e despedir o Jornalistas, porque hoje a verdadeira informação está nas pessoas que as deixam escrever. Acham que isto é uma crítica? Nem sonhem, porque eu tenho provas, para variar.

  • Vejam este artigo na visão, O zodíaco mudou. E agora, qual é o seu signo?. Este artigo foi escrito sem qualquer conhecimento de causa, sem qualquer apuramento da verdade e sem noção de como criar uma noticia que prenda o leitor até ao fim.
  • Para não dizerem que pode ser um artigo ao acaso, vejam a quantidade de media que falou de eu alojar um mirror da wikileaks. Quantos falaram do Tugaleaks? Quantos falaram da investigação que fiz com a ZON? Ora, e porque é que não falaram? Porque não lhes convém. Será que convém a algum media encostar à parede um grande ISP Português? Duvido.
  • Vejam também o caso da ACAPOR, esta notícia com o grande titulo ACAPOR vai denunciar mil piratas portugueses por mês, é surreal. Pior ainda quando entramos e vemos uma caveira e duas espadas. Acho que toda a gente goza da qualidade de inocente até prova em contrário, e apelida-los de piratas sem provas é estranho. Depois, o resto da notícia fala por si.

Serei só eu a ficar exigente? Acho que não. Eu pelo meu lado irei continuar a publicar informação verificada, com fontes confirmadas e com consciência do que estou a dizer. Não sou Jornalista. Apenas fundamento a informação que dou.

Rui

Imagem por Masternewmedia

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