Uma perninha ou um bracinho?
Situação hipotética:
Estas num hospital com um acidente (e não tens aqueles seguros todos poderosos que te dão X caso estejas no hospital mais de 24 horas, porque assim até lá ficavas de molho) e existe uma forma de te salvar. Infelizmente tens um acidente que te vai tirar ou braço ou uma perna. De qual membro abdicavas?
Foi com esta pergunta que me fiz hoje todo o dia, enquanto oferecia cartões de crédito ás velhinhas e ninguém me ligava nenhuma (ou eu ligava e ninguém queria o que eu oferecia). Cheguei depressa á conclusão que qualquer destas formas iria por em risco a minha vida profissional e pessoal, pois são exactamente poucas as pessoas que casm com um maneta ou um perneta: poucas ou nenhumas. Isto leva-me a pensar, onde é que está a igualdade em Portugal, ou no mundo todo, já que isto ainda não é crise nacional.
De certo que preferia os membros todos no lugar, mas tendo que abdicar de um, abdicava dos membros inferiores, os pés.
A solução foi demorava, mas quando chegou, foi lógica.
Eu trabalho em informática. Não me imagino a escrever com os pés, mas se tiver que ser, imagino-me a andar de cadeira de rodas.
E vocês, até onde é que vai a vossa consciência social?
Desafio aqui, agora, e neste momento, três bloggers cuidadosamente escolhidos para abordar este tema. Divirtam-se ou ignorem-me
Citizen Mary – tu sabes porquê…
Bitaites – é sempre melhor do que falar de futebol e de tabaco. Avada Kedrava – para lá de falar de coisas más e põe realidade no teu blog. posso não comentar, mas leio!
Rui

boas,
desculpa o mau jeito lol, mas porque é que metes a parte da consciência social depois duma pergunta surreal (no bom sentido) destas? lol
Temos que estar preparados para o pior, não é?
A nossa consciência social dita como nos vemos a nós mesmos em situações em que não gostariamos.
Boas,
eu não lhe chamaria consciência social tendo em conta que a questão está mais centrada no individuo em si e não na sociedade em geral, tudo bem que uma pessoa não é estanque, mas mesmo que a decisão seja baseada nas relações que temos com os outros é sempre na nossa prespectiva e não na deles. Se pensarmos em pessoas que não tenham pernas ou braços que conheçamos e suas dificuldades, aí sim, já se pode chamar “consciência social”, agora não me parece ser bem essa a questão. No entanto como a possibilidade de teres que escolher uma coisa dessas é meio diminuta, (mesmo que estejas em estado de ser necessário abticar de uma ou outra duvido que tenhas se quer forma de comunicar para escolher – por muito absurto que a situação já seja), como tal deixemos para exercício académico que continua a ter piada.